Presidente do Irã agradece ‘apoio corajoso’ dos iraquianos ao país
Combatentes das Forças de Mobilização Popular (PMF) reforçam resistência iraniana e levam 70 toneladas de ajuda humanitária
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, agradeceu publicamente ao povo do Iraque após a entrada, em território iraniano, de um comboio de ajuda humanitária e combatentes ligados às forças paramilitares iraquianas.
“O povo muçulmano do Iraque apoiou corajosamente o Irã nesta guerra injusta, não por causa do determinismo geográfico, mas por sua história, identidade e valores religiosos compartilhados”, afirmou em publicação na plataforma X.
“Aperto calorosamente as mãos do povo iraquiano, dos oficiais e dos guerreiros na Mesopotâmia. Agradeço sua perseverança e valorizo nosso compromisso”, acrescentou o líder iraniano.
O comboio, identificado como pertencente ao Hashd al-Shaabi, Forças de Mobilização Popular (PMF), cruzou a fronteira entre os dois países carregando alimentos e suprimentos médicos.
A chegada do comboio ocorre em um meio às ameaças de incursões terrestres das forças norte-americanas e israelenses no território iraniano, visando áreas estratégicas ligadas à produção energética e ao controle do Estreito de Ormuz.

Presidente do Irã agradece ‘apoio corajoso’ dos iraquianos ao país
Tasnim
Ajuda iraquiana
A agência de notícias Fars descreveu o movimento como “o primeiro comboio de ajuda humanitária do povo do Iraque”, com cerca de 70 toneladas de carga, levados por dezenas de caminhonetes.
As PMF agora se integraram ao Exército regular iraquiano. Eles entraram no país usando trajes militares, alguns com vestes clericais, exibindo bandeiras do Iraque e do Hezbollah libanês.
A entrada ocorreu pela região de Shalamcheh, na província iraniana de Khuzestão, área historicamente sensível por ter sido palco de confrontos durante a guerra Irã-Iraque nos anos 1980.
O comboio partiu de Basra e percorreu cidades como Abadan e Khorramshahr, onde foi recebido por apoiadores e autoridades religiosas locais, em um ambiente marcado por demonstrações de solidariedade e mobilização popular.
O movimento reforça a articulação do chamado “eixo da resistência”, aliança regional liderada por Teerã e que inclui grupos armados no Iraque, Líbano e outros países.
























