Presidente do Irã reafirma autoridade do país nas negociações com EUA: ‘diálogo não é rendição’
Chanceler Aragchi reuniu-se com ministro paquistanês nesta segunda (18); ele afirmou que decisão de iniciar processo diplomático é baseada em abordagem responsável
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que as negociações com os Estados Unidos em torno do cessar-fogo não significam rendição, pelo contrário. Segundo ele, Teerã participa das tratativas com dignidade, salvaguardando os direitos do país.
“Diálogo não significa rendição. A República Islâmica do Irã entra em diálogo com dignidade, autoridade e preservação dos direitos da nação, e de forma alguma recua de seus direitos legais do povo e do país”, afirmou Pezeshkian, em postagem nas redes sociais.
“Nós, com lógica e com toda a nossa capacidade, até o fim da vida, estaremos a serviço do povo e guardiões dos interesses e da dignidade do Irã”, acrescentou o líder iraniano.
Na noite desta segunda-feira (18/05), o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi reuniu-se com o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi. O Irã submeteu mais uma vez seu texto em 14 pontos para a negociação, por meio do mediador paquistanês, após realizar emendas na contra-proposta enviada pelos Estados Unidos.

Chanceler Abbas Araqchi reuniu-se com o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi
Agência Tasnim
Reunião
O chanceler enfatizou ao mediador paquistanês que, embora o Irã leve a sério as negociações visando ao cessar-fogo, Teerã não poupará esforços para fortalecer sua capacidade defensiva, garantindo a segurança e seus interesses nacionais.
Argachi agradeceu a iniciativa do Paquistão em promover a diplomacia e evitar uma escalada das tensões, descrevendo as exigências contraditórias e excessivas da Casa Branca como ‘sério obstáculo à diplomacia’.
Referindo-se às experiências anteriores de descumprimento dos compromissos por parte de Washington, o chanceler afirmou que a decisão do país de iniciar o processo diplomático é baseada em uma abordagem responsável.
Ele destacou as consequências de longo alcance do conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, enfatizando que a comunidade internacional deve responsabilizar e punir os países pelos ataques e crimes contra a humanidade, incluindo o massacre de 175 pessoas, a maioria crianças, na escola em Minab.
























