Presidente dos EUA ameaça Irã e chama Ormuz de 'Estreito Trump'
Líder supremo Mojtaba Khamenei defende soberania e diz que único lugar para Washington no Golfo Pérsico 'é no fundo do mar'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quinta-feira (30/04), na Truth Social, novas ameaças em meio ao impasse com o Irã. O líder da Casa Branca publicou imagem do Estreito de Ormuz com a frase “Estreito de Trump” e uma foto sua com a frase: “A tempestade está chegando”. Em seguida, o republicano escreveu que “uma pesquisa da Harvard Harris Poll afirma que grande parte dos norte-americanos apoia Trump na suspensão do programa nuclear iraniano”.
Por sua vez, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que “o único lugar possível para os EUA no Golfo Pérsico é no fundo do mar”. A mensagem, divulgada pela TV estatal, foi enviada por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico, celebrado no país persa nesta quinta.
O líder supremo destacou ainda que os países da região compartilham um “destino comum” e que “estrangeiros que cometem o mal” não têm futuro ali. A presença dos EUA e “sua instalação e consolidação nas terras do Golfo Pérsico são o fator mais importante de insegurança na região”, acrescentou.
Khamenei, que assumiu o posto após o assassinato de seu pai por forças estadunidenses e israelenses em 28 de fevereiro, reforçou que a “nova gestão” do Estreito de Ormuz por Teerã “trará calma e progresso”, além de “benefícios econômicos para todas as nações”, e que seu governo eliminará os “abusos inimigos das vias navegáveis”.
De acordo com um alto assessor militar de Khamenei, Mohsen Rezaei, o bloqueio de Washington aos portos iranianos “fracassará”, alertando que Teerã poderá optar pelo “confronto caso o bloqueio persista”. A informação foi divulgada pela agência de notícias turca Anadolu.
Em declarações transmitidas nesta manhã pela televisão estatal, Rezaei também afirmou que o Irã possui “diversas maneiras de contornar os navios dos EUA”, enfatizando que as tentativas dos americanos de mantê-los na localidade “serão infrutíferas”.
(*) com Ansa
























