Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou nesta quinta-feira (20/08) a chegada do porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln. A movimentação estratégica deixa o Pacífico ocidental completamente desprovido de porta-aviões norte-americanos.

Esta mudança ocorre em meio à perda operacional e denúncias das condições deploráveis das tropas norte-americanas, que mantêm o cerco contra o Irã. Há mais de uma semana, a mídia norte-americana informou a preocupação crescente em relação aos milhares de fuzileiros navais e marinheiros a bordo do USS Abraham Lincoln, após denúncias feitas por parentes sobre escassez de suprimentos básicos, longas jornadas de trabalho e falta de estrutura.

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As condições deploráveis causaram um colapso na saúde mental da tripulação, segundo os relatos, com múltiplos testemunhos de soldados tentando pular no mar.

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De acordo com legisladores do Partido Democrata, trata-se de uma crise que é consequência direta da falta de planejamento da guerra pelo governo do presidente Donald Trump. Por sua vez, o Pentágono descartou as denúncias feitas pelas famílias, classificando-as como “mentiras”.

A crise interna expôs a fragilidade da campanha militar de Washington em curso contra o Irã. Além disso, a mídia local citou fontes que associaram o desgaste a danos causados por ataques de retaliação iranianos à base principal da Quinta Frota dos EUA no Bahrein.

O USS Abraham Lincoln estabeleceu um recorde histórico para a Marinha de Washington, tendo alcançado o maior período de navegação sem paradas em nenhum ponto.

O navio iniciou sua viagem em novembro de 2025 a partir de San Diego, operando temporariamente na costa da Venezuela antes de ser redirecionado para a Ásia Ocidental e chegar ao Golfo Pérsico no final de janeiro de 2026, transportando caças F-35C e F/A-18, além de aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler.

(*) Com Telesur