Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (04/03) uma proposta que poderia restringir a autoridade do presidente norte-americano, Donald Trump, para continuar a ofensiva militar contra o Irã, sem autorização do Congresso.

Liderada pelos senadores democrata Tim Kaine (Virgínia) e republicano Rand Paul (Kentucky), a proposta invoca um dispositivo da “War Powers Resolution”, uma legislação que permite ao Congresso acelerar votações para interromper hostilidades militares iniciadas pelo presidente quando elas ocorrem sem aprovação legislativa.

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Apesar da proposta ser bipartidária, com exceção de Paul, todos os republicanos votaram contra a resolução, bloqueando a iniciativa que poderia limitar a participação dos Estados Unidos no enclave. Entre os democratas, apenas o senador John Fetterman (Pensilvânia), forte apoiador de Israel, votou contra a proposta.

A votação terminou em 53 a 47, praticamente dividida entre republicanos e democratas, evidenciando a forte polarização política em torno do conflito no Oriente Médio. “Os piores temores dos fundadores se concretizaram. Donald Trump demonstrou novamente sua disposição de entrar em guerra sem autorização do Congresso”, afirmou o democrata Adam Schiff (Califórnia), após a votação.

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Reprodução / Truth Social Trump

Teste político

A votação é apresentada como o primeiro teste político da Operação Fúria Épica, conjunta entre Estados Unidos e Israel, e iniciada no último sábado, levando à morte de mais de 1230 iranianos, 10 israelenses e 6 oficiais norte-americanos.

Líderes republicanos defenderam amplamente a campanha militar. O senador Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, lamentou as mortes de militares norte-americanos, mas afirmou que a decisão de Trump foi “profunda, deliberada e correta”.

Já o senador Mitch McConnell argumentou que a República Islâmica do Irã tem historicamente promovido hostilidades contra os Estados Unidos e Israel. Ainda assim, destacou que o poder presidencial deve ser exercido com cautela e com apoio público.

Uma proposta semelhante deve ser votada nesta quinta-feira na Câmara dos Representantes. A expectativa, porém, é que a iniciativa também fracasse.