Quinta-feira, 2 de abril de 2026
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Mesmo antes da abertura oficial da I Conferência Internacional Antifascista, em Porto Alegre, o debate sobre a resistência do povo iraniano marcou o primeiro dia de evento. A agressão imperialista e a resistência do povo iraniano foi o título de uma das diversas mesas temáticas do encontro, que contou com as participações do sheik Hossein Khaliloo (Centro Iman Al Mahdi de Diálogo no Brasil), Ana Prestes (SRI – PCdoB), do jornalista e fundador de Opera Mundi, Breno Altman, e lideranças partidárias do Partido dos Trabalhadores e do PSOL, organizadores do evento.

O fundador de Opera Mundi foi categórico ao destacar que o nome da Conferência precisa demarcar a luta anti-imperialista, recordando que, pela manhã desta quinta, o presidente do Parlamento iraniano declarou que o Irã luta por toda a humanidade. “Se o Irã luta por toda a humanidade é nossa obrigação moral, política e ideológica, a nossa obrigação é a solidariedade. Não podemos vacilar, as mãos não podem tremer. […] Não há luta sem perdas, sem risco, mas o inimigo não é imbatível e a luta que eles travam hoje é um sinal para o mundo”.

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Resistência iraniana diante dos ataques imperialistas marcou abertura do evento

Altman afirmou que o evento deve propor a reflexão de que “não existe luta antifascista sem a luta anti-imperialista”. “Neste momento, que estamos abrindo a Conferência Antifascista, não há nada mais relevante no planeta que a heroica luta do povo iraniano contra os Estados Unidos e o Estado de Israel. Não há assunto mais importante, não há epopeia mais digna da nossa atenção do que esta luta”.

Ana Prestes recordou da barbárie que chocou o mundo quando meninas estudantes de uma escola primária no Irã foram bombardeadas e assassinadas. A secretária de Relações Internacionais do PCdoB afirmou que Teerã está “fazendo muito pelo mundo na resistência ao imperialismo norte-americano”.

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Por sua vez, Khaliloo foi categórico ao afirmar que o povo iraniano está preparado e vai resistir diante dos ataques e ameaças de EUA e Israel. “Mesmo que metade das casas sejam destruídas o povo iraniano não vai baixar a cabeça para o imperialismo sionista, pois, se isto acontecer, a outra metade também será assassinada. O povo decidiu que é melhor ser assassinado do que humilhado”, disse.

Segundo ele, há uma necessidade de união dos povos contra o projeto representado pelos Estados Unidos, afirmando que “os imperialistas” conseguiram manter a hegemonia de que “ninguém tem coragem de enfrentá-los”.

“Porém, tanto os iranianos, como os palestinos, os povos do Iêmen, África e  América Latina somos oprimidos e, por isso, precisamos estar unidos”, afirmou.

Marcha de abertura da I Conferência Internacional Antifascista

Milhares de pessoas tomaram as ruas do centro da capital gaúcha para marcar a abertura da Conferência em uma grande marcha que reuniu movimentos sociais, partidos políticos, organizações de diversas partes do mundo, especialmente da América Latina, com manifestações culturais e depoimentos de lideranças engajadas na luta antifascista.

Abertura da conferência foi marcada também por uma marcha antifascista em Porto Alegre
Kelly Demo Christ

O evento segue até domingo (29/03) com diversas atividades e debates. Clique para conferir a programação completa.