Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou nesta quarta-feira (22/07) que o Memorando de Entendimento de Islamabad (MoU) contemple o controle do Irã sobre a navegação no Estreito de Ormuz.

Em coletiva de imprensa, durante a reunião ministerial da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Manila, nas Filipinas, ele também afirmou que Washington continua disposto a negociar uma solução diplomática para o conflito: “adoraríamos chegar a um acordo com o Irã”. Em outro momento, reforçou que “continuamos abertos à diplomacia”.

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O controle sobre o estreito vem sendo reiterado diariamente por Teerã, inclusive, como uma das condições para as negociações com Washington, mas, segundo Rubio, o entendimento norte-americano sobre a passagem marítima é de que o acordo previa apenas garantias de segurança para a navegação comercial: “não, não acho que seja isso que o MoU diz, então não foi assim que interpretamos desde o começo”.

“Entendemos que isso significava que garantiriam que nenhum navio fosse explodido. O MoU não lhes dá o direito de lançar drones e mísseis contra navios comerciais”, declarou o secretário de Estado.

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Ele também criticou a proposta de cobrança de pedágio na região. “Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado nacional pode decidir controlar uma rota marítima internacional, cobrar pedágio e destruir seus navios se não pagarem, teremos criado um precedente extremamente perigoso, que se repetiria em outras partes do mundo”, advertiu.

“O Irã está mirando a navegação global e uma via navegável internacional, exigindo controlar quais navios podem ir e quais não. Isso é simplesmente inaceitável. Não vamos aceitar isso. Não vamos permitir que isso seja o status quo”, acrescentou.

Rubio diz que controle do Irã sobre Ormuz é ‘precedente perigoso’
Freddie Everett / Flickr White House

Houthis

Rubio também comentou o bloqueio naval instalado pelos houthis do Iêmen na estratégica passagem de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho.”Tivemos contato com os sauditas várias vezes na última semana em relação a essa ameaça. Não é uma ameaça nova, mas é uma que se manifestou no passado”, disse.

Ele responsabilizou o Irã pela resistência dos grupos armados na região. “O encrenqueiro da região é o Irã. Os Houthis, o Hezbollah, as milícias no Iraque, o Hamas – é nisso que o Irã gasta seu dinheiro, não em seu povo, mas em apoiar organizações terroristas e atores desestabilizadores na região”, declarou.

O secretário de Estado também mencionou que a infraestrutura militar iraniana sofreu perdas significativas durante o conflito. “Eles sofreram uma quantidade enorme de danos à sua infraestrutura militar, mas passaram 20 anos pegando cada centavo que tinham sem gastar com país, mas usando esse dinheiro para patrocinar grupos terroristas e desenvolver sistemas de mísseis e drones”, afirmou.