Senado dos EUA aprova resolução para limitar poderes de Trump na guerra contra Irã
Aprovada por 50 votos a 47, medida exige que presidente obtenha autorização do Congresso para continuar operações militares que se estendam por mais de 60 dias
O Senado dos EUA aprovou na terça-feira (19/05) uma resolução para restringir os poderes do presidente Donald Trump e impedi-lo de retomar sua agressão militar contra o Irã. A medida foi aprovada por 50 votos a 47.
A proposta foi patrocinada pelos democratas Tim Kaine, Cory Booker, Chuck Schumer, Tammy Baldwin, Tammy Duckworth e Adam Schiff. Foi apoiada pelos republicanos Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul e Bill Cassidy. O único legislador dissidente que votou contra foi John Fetterman.
O apoio desse grupo de republicanos permitiu que o projeto, que estava bloqueado há meses, avançasse e abrirá o debate nas próximas semanas sobre se o presidente deve encerrar sua campanha militar.
A medida, autorizada pela Lei de Poderes de Guerra, exige que Trump obtenha a aprovação do Congresso para continuar as operações militares por mais de 60 dias. Sem a aprovação legislativa, o Poder Executivo deve iniciar a retirada das tropas, embora tenha autoridade para solicitar uma prorrogação de 30 dias por escrito.
This is progress. Not as fast as I would like it to be, and we have more work to do. But Congress is starting to listen to the will of the American people who want President Trump’s reckless war with Iran to end. pic.twitter.com/rLdxBYvT3T
— Tim Kaine (@timkaine) May 19, 2026
Este resultado é a culminação da posição que o senador Chuck Schumer vinha defendendo desde abril passado, salientando que o Congresso deve cumprir seu dever e garantir que nenhum presidente possa arrastar o país para a guerra sozinho e sem consequências.
O parlamentar enfatizou que os republicanos, ao se alinharem com Trump, compartilham a mesma responsabilidade que o presidente na “Operação Fracasso Épico”, como o parlamentar democrata a chamou, fazendo um jogo de palavras com o nome oficial da operação (“Fúria Épica”).
No dia 1º de maio completaram-se 60 dias desde que Trump notificou o Congresso sobre a operação militar contra o Irã. Ao atingir o prazo legal, o presidente informou ao Congresso que as hostilidades, iniciadas em 28 de fevereiro, haviam terminado.
O Departamento de Defesa (Pentágono) continua a atualizar seu posicionamento militar na região, sob o argumento de que a suposta ameaça persiste.
























