Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O Senado dos EUA aprovou na terça-feira (19/05) uma resolução para restringir os poderes do presidente Donald Trump e impedi-lo de retomar sua agressão militar contra o Irã. A medida foi aprovada por 50 votos a 47.

A proposta foi patrocinada pelos democratas Tim Kaine, Cory Booker, Chuck Schumer, Tammy Baldwin, Tammy Duckworth e Adam Schiff. Foi apoiada pelos republicanos Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul e Bill Cassidy. O único legislador dissidente que votou contra foi John Fetterman.

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O apoio desse grupo de republicanos permitiu que o projeto, que estava bloqueado há meses, avançasse e abrirá o debate nas próximas semanas sobre se o presidente deve encerrar sua campanha militar.

A medida, autorizada pela Lei de Poderes de Guerra, exige que Trump obtenha a aprovação do Congresso para continuar as operações militares por mais de 60 dias. Sem a aprovação legislativa, o Poder Executivo deve iniciar a retirada das tropas, embora tenha autoridade para solicitar uma prorrogação de 30 dias por escrito.

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Este resultado é a culminação da posição que o senador Chuck Schumer vinha defendendo desde abril passado, salientando que o Congresso deve cumprir seu dever e garantir que nenhum presidente possa arrastar o país para a guerra sozinho e sem consequências.

O parlamentar enfatizou que os republicanos, ao se alinharem com Trump, compartilham a mesma responsabilidade que o presidente na “Operação Fracasso Épico”, como o parlamentar democrata a chamou, fazendo um jogo de palavras com o nome oficial da operação (“Fúria Épica”).

No dia 1º de maio completaram-se 60 dias desde que Trump notificou o Congresso sobre a operação militar contra o Irã. Ao atingir o prazo legal, o presidente informou ao Congresso que as hostilidades, iniciadas em 28 de fevereiro, haviam terminado.

O Departamento de Defesa (Pentágono) continua a atualizar seu posicionamento militar na região, sob o argumento de que a suposta ameaça persiste.