Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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O jornal iraniano Shargh informou que nas primeiras horas desta terça-feira (07/04) ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel “destruíram completamente” uma das sinagogas em Teerã. Conforme as informações da agência estatal Mehr, a estrutura desabou quando um prédio residencial adjacente, no centro da capital, foi atacado.

A imprensa local divulgou imagens em que socorristas vasculham os escombros da Sinagoga Rafi-Nia, com textos litúrgicos em hebraico espalhados pelo chão. Não houve relatos imediatos de vítimas do incidente. Do lado norte-americano e israelense, não houve comentários sobre a ofensiva, embora ocorra em meio ao feriado judaico da Páscoa.

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O jornal Shargh descreveu o edifício como “um dos lugares mais importantes para judeus de Khorasan se reunirem e celebrarem” na cidade. A comunidade judaica iraniana também condenou o ataque “hediondo do inimigo sionista-americano”, em comunicado.

“Nós, judeus iranianos, condenamos os atos hediondos do inimigo sionista-americano. Declaramos nossa histórica união com o Líder Supremo, a nação e os bravos combatentes do querido Irã. Erguemos nossas vozes com clareza: estamos ao lado do povo e do sagrado sistema da República Islâmica do Irã para proteger nossa amada pátria, até o fim de nossas vidas”, declara a nota.

Em um vídeo publicado no Telegram pelo veículo oficial iraniano IRIB News, o representante judeu na Assembleia Consultiva Islâmica do país, Homayoun Sameh, lamentou que “o regime sionista não mostrou misericórdia a essa comunidade durante os feriados judaicos e mirou em uma de nossas antigas e sagradas sinagogas”.

“Infelizmente, durante esse ataque, o prédio da sinagoga foi completamente destruído e nossos rolos da Torá ficaram sob os escombros”, disse.

irna

Imagem divulgada pela estatal IRNA mostra as consequências do ataque à Sinagoga Rafi-Nia
Reprodução/IRNA

Além disso, o primeiro vice-presidente iraniano Mohammad Reza Aref condenou a ofensiva ao destacar, pela plataforma X, que “durante séculos, o Irã tem sido um refúgio seguro para o som dos sinos cristãos e as orações dos judeus”.

“A violação da sinagoga de Teerã e da igreja de Isfahan não é um ataque a uma única religião, mas um ataque ao coração do Irã e à nossa herança de tolerância. Tenho certeza de que o laço sanguíneo entre as etnias e religiões desta terra não pode ser rompido por crimes tão covardes”, escreveu.

De acordo com o portal Middle East Eye (MEE), “o Irã tem a terceira maior população judaica do Oriente Médio, atrás apenas de Israel e Turquia, com um censo de 2016 que colocou o número de judeus em pouco mais de 9 mil, embora alguns membros da comunidade acreditem que o número real seja maior”. Ainda segundo o veículo, existem atualmente cerca de 30 sinagogas em Teerã, enquanto o judaísmo é reconhecido pela Constituição da nação persa.