Trump afirma que acordo com Irã entrou em segunda fase e prevê abertura de Ormuz até sexta (19)
Presidente dos EUA criticou condução de Netanyahu no Líbano e relatou ter sugerido à Síria para 'cuidar' do Hezbollah: ‘faria um trabalho melhor’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16/06), durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, que o acordo firmado entre Washington e Teerã entrou em uma “segunda fase” de implementação.
“Temos um acordo fechado com o Irã e ele deve ser bem-sucedido, passando agora para uma segunda etapa, que será ainda mais fácil”, declarou aos jornalistas. Segundo ele, o Estreito de Ormuz deverá estar aberto à navegação até a próxima sexta-feira (19/06).
O presidente norte-americano disse esperar que essa nova etapa nas negociações com Teerã seja rápida. Segundo ele, os iranianos “precisam voltar aos negócios e o relacionamento agora está normalizado, acho que tudo vai acontecer muito rapidamente”.
“A única coisa que realmente importa é que o Irã nunca terá uma arma nuclear, isso está dito em alto e bom som”, afirmou. Mais cedo, Trump havia advertido que “o inferno se abaterá” sobre Teerã caso o país tente obter armas nucleares.

Trump afirma que acordo com Irã entrou em segunda fase e prevê abertura de Ormuz até sexta (19)
Molly Riley / White House
Líbano, ‘uma guerra menor’
Em reunião com o emir do Catar, o presidente norte-americano disse considerar a guerra de Israel no Líbano uma “guerra menor”. “O Irã é a grande guerra, mas temos aquele pequeno incômodo que constantemente surge, que é o Hezbollah”, afirmou. Em sua avaliação, o país libanês “recebeu o pior tratamento na região, por não conseguir se defender”.
Ele também criticou a condução do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, citando o ataque israelense contra Beirute às vésperas da assinatura do acordo com o Irã. “Deixei isso claro para eles. Não gostei – de jeito nenhum”, afirmou.
“Não, não estou satisfeito com a forma como Israel lidou com o Líbano e com o Hezbollah. Deveriam ter conseguido resolver a situação mais rapidamente. Isso se arrasta indefinidamente e, quando acontece, lança uma luz negativa sobre o grande acordo – que é o acordo com o Irã”, acrescentou.
Trump destacou que Tel Aviv vem lutando contra o Hezbollah há muito tempo e que muitas pessoas estão sendo mortas. “Você não precisa demolir um prédio de apartamentos toda vez que estiver procurando por alguém, porque há muita gente nesses prédios e nem todos são do Hezbollah, isso eu posso garantir”, afirmou.
Críticas a Netanyahu
Trump relatou, ainda, ter sugerido a Israel que deixasse a Síria “cuidar do Hezbollah”. “Para ser honesto, acho que eles fariam um trabalho melhor nessa área”, disse.
Referindo-se ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, Trump reiterou que “se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todo mundo, ele fará o trabalho, a Síria fará o trabalho”. O mandatário sírio, disse o republicano, é “muito eficiente para lidar com o Hezbollah, ele tem sido muito bom para mim. Protegeu tudo o que pedi”, concluiu.
Questionado sobre suas relações com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, Trump disse que a relação entre ambos é “muito eficaz” e “inacreditável”, mas reiterou que o primeiro-ministro de Israel “precisa ser mais responsável em relação ao Líbano”. E acrescentou: “sem mim não haveria Israel, porque nenhum outro presidente esteve disposto a fazer o que eu fiz”.
























