Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu nesta segunda-feira (03/08) que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã continuará até que haja um acordo ou uma rendição total de Teerã. A declaração ocorre em meio à guerra que já dura cinco meses entre os dois países e ao impasse em torno do programa nuclear iraniano.

Em uma mensagem publicada na rede Truth Social, Trump acusou a liderança iraniana de agir de forma ambígua ao negar publicamente contatos com Washington. “Os líderes iranianos são incrivelmente dissimulados. Pedem uma reunião, alguns diriam que suplicam, as conversas começam, outros encontros estão previstos para um futuro imediato, e eles dizem, publicamente e com orgulho, que não mantêm nenhuma conversa”, escreveu. 

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O chefe da Casa Branca também afirmou que o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás, está “totalmente controlado” pela Marinha dos Estados Unidos. Referindo-se ao bloqueio dos portos iranianos, acrescentou: “Nada passa para o Irã e nada passará enquanto não houver um acordo ou uma capitulação total”. 

Em apoio a essa afirmação, o Comando Central americano (Centcom) informou nesta segunda-feira ter redirecionado 44 navios comerciais desde a reimposição do bloqueio naval em meados de julho, sendo nove apenas nas últimas 24 horas. Os militares norte-americanos afirmam ainda ter imobilizado duas embarcações e abordado outras duas durante as operações de fiscalização.

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X/@Whitehouse

Washington confirma, Teerã desmente

As declarações representam um endurecimento da posição de Trump. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o presidente alterna ameaças de ataques mais amplos contra o Irã com anúncios de possíveis negociações. No domingo (02/08), ele havia afirmado que os diálogos seriam retomados nesta segunda-feira e que estava próximo de um entendimento sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.

Teerã, porém, voltou a negar qualquer negociação em andamento com Washington. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, afirmou que o país conversa apenas com Omã sobre a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Segundo ele, não há negociações diretas com os Estados Unidos neste momento. 

Trump justifica a guerra pela necessidade de impedir o avanço do programa nuclear iraniano, enquanto as autoridades iranianas insistem que suas atividades nucleares têm fins exclusivamente civis. Apesar dos repetidos ataques americanos, o Irã continua capaz de lançar mísseis e drones contra alvos militares dos Estados Unidos na região. Além disso, os ataques realizados nas proximidades do Estreito de Ormuz vêm afetando o comércio global de energia, aumentando os temores sobre o abastecimento mundial de petróleo.