Domingo, 12 de abril de 2026
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O presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando um plano para punir membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que teriam relutado em cooperar com Washington durante a guerra contra o Irã.

A proposta envolveria a retirada das tropas norte-americanas dos países considerados pouco úteis ao esforço de guerra e seu remanejamento para membros da aliança que apoiaram a campanha militar de forma mais incisiva. As informações são do veículo estadunidense Wall Street Journal, que cita autoridades do governo.

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Trump ameaçou diversas vezes retirar completamente os EUA da aliança. Por lei, porém, o movimento depende de aprovação do Congresso.

Desde o início de seu novo governo, o republicano vem ampliando seus embates com membros da OTAN. Já durante o conflito com o Irã, o presidente instou os membros da aliança a organizarem uma missão naval militar para reabrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã para impedir o tráfego de navios petroleiros.

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Diplomatas europeus, porém, afirmam que não participarão de operações de desminagem ou missões militares enquanto o conflito não se encerrar de vez. A recusa de países como França e Alemanha em aderir à proposta irritou a Casa Branca.

Trump se reúne com Rutte em meio às tensões

Nesta quarta-feira (08/04), Trump se reúne com o secretário‑geral da OTAN, Mark Rutte, que tem defendido uma cooperação mais incisiva da aliança com os EUA. Mais cedo, a porta‑voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a aliança militar “foi testada e falhou” durante a guerra contra o Irã.

Leavitt declarou que é “triste” que a OTAN tenha “virado as costas ao povo norte-americano” nas últimas semanas, apesar de os EUA financiarem grande parte da defesa da aliança.

A retirada dos EUA do tratado “é uma questão que o presidente já abordou e que, acredito, ele discutirá dentro de algumas horas” com Mark Rutte, continuou Leavitt.

Rutte deve enfatizar ao estadunidense o interesse comum em restaurar o comércio marítimo e reduzir tensões, além de destacar o aumento dos gastos militares europeus.

Especialistas alertam que o momento é “perigoso” para a aliança transatlântica, já abalada por divergências sobre Ucrânia, gastos militares e o interesse norte-americano de anexar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca.

Trump tem chamado a OTAN de “tigre de papel” e questionado publicamente se deveria permanecer na aliança. Sua atenção ao Oriente Médio também levanta preocupações sobre a diminuição do suprimento de armas destinadas à Ucrânia, prioridade para os aliados europeus.