Sexta-feira, 6 de março de 2026
APOIE
Menu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (02/03) ao New York Times que pretende sustentar a ofensiva contra o Irã por “quatro a cinco semanas”, se necessário.

“Pretendíamos quatro a cinco semanas. Não será difícil. Temos uma quantidade enorme de munição. Sabe, temos munição armazenada pelo mundo todo em diferentes países”, afirmou, ao ser questionado por quanto tempo os Estados Unidos e Israel conseguiriam manter o nível de ataques.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Os Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva contra o Irã no último sábado (28/02), enquanto as negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano ainda estavam em andamento.

O Irã retaliou no mesmo dia a agressão com ataques de mísseis e drones contra alvos em Israel, bem como instalações militares norte-americanas no Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque.

Mais lidas

‘Armas nucleares’

Em vídeo divulgado neste domingo (01/02), Trump buscou justificar a continuidade da operação militar afirmando que o regime iraniano estaria próximo de obter armas nucleares, apesar de não haver nenhuma evidência de que o país estivesse construindo uma arma nuclear neste momento, e das reiteradas declarações de Teerã neste sentido.

Trump defende continuidade dos ataques por ‘quatro a cinco semanas’
Reprodução / Truth Social Trump

Trump, no entanto, alega que a ofensiva militar é necessária para impedir que o Irã se torne uma ameaça estratégica, declarando que “um regime iraniano armado com mísseis de longo alcance e armas nucleares seria uma ameaça grave para todo americano”.

Ele também lamentou a morte dos soldados, reconhecendo que “provavelmente” haverá novas baixas antes do fim do conflito. Segundo informações do Comando Central dos EUA (Centcom), três militares norte-americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos.

Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, pelo menos 555 pessoas foram mortas no país e mais de 130 cidades em todo o país foram atacadas, até o momento.

Governo provisório

O NYT destaca que o presidente dos Estados Unidos ofereceu visões aparentemente contraditórias de como o  poder no Irã poderia ser transferido para um novo governo, ou mesmo se a estrutura de poder iraniana existente governaria ou seria derrubada, após a morte do aiatolá Ali Khamenei, no último sábado (01/03).

Neste domingo (01/03), a Assembleia de Especialistas do Irã nomeou o clérigo Alireza Arafi para conduzir o Conselho de Liderança, cumprindo o papel de líder supremo temporariamente até que o órgão eleja um sucessor definitivo.