Trump diz que Estreito de Ormuz está 'parcialmente aberto' após acordo com Irã
Segundo NYT, tráfego marítimo só voltará ao normal em duas semanas; memorando de entendimento foi assinado eletronicamente pelo presidente e Ghalibaf
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (15/06) que o Estreito de Ormuz já estava “parcialmente aberto”, mas acrescentou que “eles estão procurando por algumas minas”. Durante a reunião do G7, ele enfatizou que “nós nos damos muito bem com o Irã”.
No entanto, enquanto o líder da Casa Branca afirma isso, segundo o New York Times (NYT), outro alto funcionário norte-americano disse que o tráfego não voltará ao normal por duas semanas.
O jornal também informou que o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance assinaram eletronicamente o acordo-quadro com Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador do Irã, de acordo com um alto funcionário norte-americano.
Ainda, segundo o NYT, a delegação dos Estados Unidos para a cerimônia de assinaturas na sexta-feira (19/06), em Genebra, será liderada pelo vice-presidente, acompanhado do enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner. Segundo o funcionário, Vance continuará liderando as negociações na próxima fase das conversas com o Irã.
Por sua vez, o presidente Masoud Pezeshkian compartilhou detalhes de como o Irã concordou com o documento. “Após intensas discussões, quase todos os membros do Majlis [Assembleia Consultiva Islâmica] apoiaram o texto do memorando de entendimento, para que a verdadeira resolução dos Estados Unidos de respeitar os direitos da nação iraniana pudesse ser testada na prática”, escreveu no X.
Ele também afirmou que o Líder Supremo Mojtaba Khamenei “desempenhou o papel mais importante na inclusão de cláusulas para salvaguardar os interesses nacionais do Irã”.
Pezeshkian acrescentou que o memorando é o resultado de meses de “diálogo e acompanhamento persistente” e um passo importante para pôr fim à guerra e iniciar as negociações.
Ele observou que o Irã “se preparou para todas as opções” e disse que, se todas as disposições do documento forem implementadas, ele poderá ser considerado “um documento de orgulho para o país”.
























