Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste domingo (07/06), durante uma entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News. Ele declarou que Washington pretende eliminar os estoques de urânio altamente enriquecido do país persa, com ou sem acordo.

“Se chegarmos a um acordo e formos amigos, iremos todos juntos. Será o nosso equipamento. Nós o retiraremos e destruiremos, seja no local ou em outro lugar. E iremos com eles ou sem eles. Mas não permitiremos que atirem em nós”, disse.

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“Se chegarmos a um acordo e formos amigos agora, iremos todos juntos. Será a nossa equipe. Vamos remover e destruir isso, seja no local ou em outro lugar. Vamos com eles ou sem eles, ninguém vai atirar em nós”, afirmou. “Agora, se não chegarmos a um acordo, vamos eliminá-los militarmente, com muita força”, acrescentou.

Trump reconheceu que antes da guerra, “tudo era barato” nos Estados Unidos, incluindo gasolina e fertilizantes, mas que optou em priorizar o enfrentamento ao programa nuclear iraniano.

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“Eu disse a mim mesmo: […] os agricultores entenderão isso melhor do que ninguém. Teremos gasolina mais cara. Teremos fertilizantes um pouco mais caros […], mas vou me livrar de uma arma nuclear nas mãos de pessoas muito perigosas”, relatou.

Ele declarou que manterá as tropas norte-americanas posicionadas na região: “não as considero em perigo”. Segundo ele, Washington e Teerã estão “muito perto” de concluir um pacto.

Trump diz que pretende eliminar urânio enriquecido do Irã, com ou sem acordo
Daniel Torok/ Casa Branca

Irã condena ataques

Neste sábado (06/06), o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações de radar e monitoramento costeiro localizadas na região de Sirik e na ilha de Qeshm, no Golfo Pérsico.

Em comunicado, Teerã classificou a ação como uma violação do acordo de cessar-fogo, firmado em 8 de abril, e uma agressão à soberania e à integridade territorial do país. Os alvos atingidos tinham a função de proteger as fronteiras do país e garantir a segurança da navegação nas rotas marítimas internacionais, afirma o texto.

A chancelaria iraniana reiterou que a operação norte-americana representa uma continuidade das “ações hostis e provocativas” dos Estados Unidos e demonstra desrespeito aos princípios do direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Disse, ainda, que as repetidas violações do cessar-fogo demonstram que Washington não tem intenção de retomar um caminho de estabilidade, advertindo que os Estados Unidos serão responsabilizados por qualquer escalada decorrente dessas ações.

O comunicado apela aos países da região para que não permitam a utilização de seus territórios ou instalações em operações hostis contra terceiros Estados e pede uma resposta imediata do secretário-geral da ONU, do Conselho de Segurança e de outros organismos internacionais.