Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta segunda-feira (08/06) que Israel e Irã “cessem imediatamente os disparos”, após a retomada dos ataques diretos entre os países no domingo (07/06), pela primeira vez em dois meses.

“Ambos os lados, Israel e Irã, buscam uma trégua imediata”, escreveu o mandatário norte-americano pela plataforma Truth Social, acrescentando que “as negociações finais de paz estão em andamento, sujeitas a possíveis obstáculos impostos pela ignorância ou estupidez”. Ele também reforçou que o bloqueio aos portos iranianos “permanecerá em vigor, com plena força e efeito, até que um acordo final seja alcançado”.

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De acordo com o canal Al Arabiya, Trump conversou, por telefone, nesta segunda-feira, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, o presidente norte-americano busca uma saída para o conflito, cada vez mais impopular nos Estados Unidos.

Na sequência, o israelense Channel 12, citando uma fonte informada sobre a conversa telefônica, disse que o premiê estaria “avaliando” a possibilidade de cancelar os ataques programados contra o Irã para esta noite, que deveriam ser em escala muito maior. No entanto, a fonte destacou que a decisão de não atacar é de Trump, não de Netanyahu.

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Os ataques iranianos contra Israel foram iniciados no dia anterior em represália às ofensivas do regime sionista contra o sul do Líbano. As Forças Armadas do Irã anunciaram nesta segunda-feira a suspensão de suas operações militares, mas alertaram para novas ofensivas “mais severas e esmagadoras” caso Tel Aviv volte a agredir o território libanês.

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reafirma continuidade nos ataques contra o Líbano
X/@BenjaminNetanyahu

Continuidade nos ataques

O exército israelense ordenou nesta segunda-feira que os libaneses que residem especificamente no bairro Zuqaq al-Mufdi, em Tiro, no sul do país, abandonem suas casas e fujam para o norte do rio Zahrani. O anúncio foi feito por Avichay Adraee, porta-voz do exército sionista em árabe, sem especificar o horário da agressão.

De acordo com a fonte do Channel 12, mesmo após a ligação telefônica entre Trump e Netanyahu, o regime sionista reafirmou que “os mísseis contra o sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias”. 

O ministro da Defesa de Tel Aviv, Israel Katz, também insistiu que os militares seguirão operando no sul do Líbano, argumentando a suposta presença do Hezbollah no território, e ameaçando atingir também a capital Beirute.

“Os subúrbios em Beirute serão tratados da mesma forma que as comunidades do norte”, afirmou o ministro, rejeitando as ameaças iranianas. “Qualquer tentativa iraniana de ligar Líbano e atacar Israel será respondida com grande força, como aconteceu ontem.

Em declaração gravada, Netanyahu reiterou que os combates na fronteira com o Irã haviam cessado, mas que seu regime responderia com força a quaisquer ataques futuros. “O Irã e o Hezbollah estão mais fracos do que nunca, e nós estamos mais fortes do que nunca. Mas nossa luta contra eles não acabou”, disse.

O primeiro-ministro israelense alertou que, se “cometerem outro erro e nos atacarem novamente, responderemos severamente simplesmente porque temos o direito de nos defender”.

(*) Com Ansa