Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Em declaração difundida nesta sexta-feira (10/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças ao Irã e alusões a uma possível destruição de grandes proporções ao país persa, caso as negociações que vão se realizar no Paquistão terminem sem um acordo para o fim da guerra e sem o desbloqueio do Estreito de Ormuz.

Segundo o mandatário estadunidense uma possível ação militar contra Teerã poderia acontecer a qualquer momento. “Nossos navios de guerra estão equipados com as melhores munições”, disse Trump, sugerindo que estariam prontos para atacar.

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O presidente dos Estados Unidos alegou que seu país é quem supostamente controla os rumos do conflito, e que “nós (Estados Unidos) só os deixamos vivos (os iranianos) para que possam negociar (um acordo)”.

Sobre a possibilidade de que o encontro Islamabad leve a um acordo real para o fim da guerra, Trump disse que “saberemos nas próximas 24 horas, saberemos em breve”.

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Paquistão confirma reunião

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou na sexta-feira que delegações dos Estados Unidos e do Irã estarão presentes nas negociações agendadas para este sábado (11/04) em Islamabad, capital do país.

De acordo com o mandatário paquistanês, “ambas as delegações já estão a caminho e se mostraram dispostas a conversar sobre nossa proposta, que busca estabelecer mais que um cessar-fogo temporário”.

Segundo a agência IRNA, a delegação iraniana será composta pelo chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Por sua parte, os Estados Unidos enviarão uma equipe encabeçada pelo vice-presidente J.D. Vance e que também contará com o enviado especial da Casa Branca para a Ásia Ocidental, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner – figura ligada ao lobby sionista.

Trump voltou a fazer ameaças ao Irã
Casa Branca

Washington afirma que seus principais interesses são a reabertura completa do Estreito de Ormuz e o estabelecimento de novos parâmetros sobre o programa de enriquecimento de urânio e de mísseis balísticos do Irã.

Já Teerã afirma que não abre mão do seu programa nuclear, que assegura ter fins pacíficos, e que também pretende manter o controle sobre o Estreito de Ormuz. Ademais, o país persa exige garantias sólidas de que não haverá mis ataques de Estados Unidos ou de Israel ao seu território, ao do Líbano e ao do Iêmen.

Com informações de RT e Al Jazeera.