Trump faz novas ameaças ao Irã: ‘só deixamos vivos para poderem negociar’
Paquistão afirmou que delegações dos países estão a caminho para reunião descisiva deste sábado (11), em Islamabad
Em declaração difundida nesta sexta-feira (10/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças ao Irã e alusões a uma possível destruição de grandes proporções ao país persa, caso as negociações que vão se realizar no Paquistão terminem sem um acordo para o fim da guerra e sem o desbloqueio do Estreito de Ormuz.
Segundo o mandatário estadunidense uma possível ação militar contra Teerã poderia acontecer a qualquer momento. “Nossos navios de guerra estão equipados com as melhores munições”, disse Trump, sugerindo que estariam prontos para atacar.
O presidente dos Estados Unidos alegou que seu país é quem supostamente controla os rumos do conflito, e que “nós (Estados Unidos) só os deixamos vivos (os iranianos) para que possam negociar (um acordo)”.
Sobre a possibilidade de que o encontro Islamabad leve a um acordo real para o fim da guerra, Trump disse que “saberemos nas próximas 24 horas, saberemos em breve”.
Paquistão confirma reunião
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou na sexta-feira que delegações dos Estados Unidos e do Irã estarão presentes nas negociações agendadas para este sábado (11/04) em Islamabad, capital do país.
De acordo com o mandatário paquistanês, “ambas as delegações já estão a caminho e se mostraram dispostas a conversar sobre nossa proposta, que busca estabelecer mais que um cessar-fogo temporário”.
Segundo a agência IRNA, a delegação iraniana será composta pelo chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Por sua parte, os Estados Unidos enviarão uma equipe encabeçada pelo vice-presidente J.D. Vance e que também contará com o enviado especial da Casa Branca para a Ásia Ocidental, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner – figura ligada ao lobby sionista.

Trump voltou a fazer ameaças ao Irã
Casa Branca
Washington afirma que seus principais interesses são a reabertura completa do Estreito de Ormuz e o estabelecimento de novos parâmetros sobre o programa de enriquecimento de urânio e de mísseis balísticos do Irã.
Já Teerã afirma que não abre mão do seu programa nuclear, que assegura ter fins pacíficos, e que também pretende manter o controle sobre o Estreito de Ormuz. Ademais, o país persa exige garantias sólidas de que não haverá mis ataques de Estados Unidos ou de Israel ao seu território, ao do Líbano e ao do Iêmen.
Com informações de RT e Al Jazeera.























