Trump pede que países da OTAN 'protejam' Estreito de Ormuz; preço do petróleo sobe
Republicano diz que entidade terá futuro 'muito pior' se não colaborar na guerra; preço do combustível bateu R$ 557 por barril neste domingo (15)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou os países da Organização do Tratado Atlântico do Norte (OTAN) a ajudar na proteção do Estreito de Ormuz, alertando que se os países europeus não colaborarem, a entidade enfrentará um futuro “muito ruim”.
Em entrevista ao Financial Times, neste domingo (15/03), Trump disse ser “apropriado que pessoas beneficiadas pelo estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, e ameaçou: “se não houver resposta ou se for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da OTAN”. Ele também afirmou que “a China também deveria ajudar, porque obtém 90% de seu petróleo do estreito”.
O preço do petróleo voltou a registrar nova alta, chegando a US$ 106 (cerca de R$ 557) por barril no domingo (15/03) e caindo para US$ 105 (cerca de R$ 552) no começo desta manhã (16/03). A alta decorre das instabilidades no fornecimento global da energia diante da retaliação iraniana às agressões de Washington e Tel Aviv.
Além dos bombardeiros iranianos contra as instalações energéticas dos países do Golfo, o ponto mais crítico para as interrupções reside no fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.
Trump já convocou China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros a entrarem no conflito. “Estou exigindo que esses países entrem e protejam seu próprio território porque é território deles”, afirmou a repórteres, a bordo do Air Force One, também no domingo. “É o lugar de onde eles tiram sua energia”, acrescentou.

Trump insta países da OTAN a proteger Estreito de Ormuz
Jacques Descloitres / NASA/GSFC
Alta dos preços
O petróleo Brent, referência internacional, superou os US$ 106 por barril no domingo (15/03), após fechar a US$ 103,14 na sexta-feira (13/03), o maior nível desde agosto de 2022. Na última semana, o Brent acumulou alta superior a 11%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, permaneceu ligeiramente abaixo de US$ 100 por barril, após subir cerca de 9% neste período.
Em meio à crise, o Japão anunciou nesta segunda-feira (16/03) a liberação de petróleo de suas reservas estratégicas, pouco antes da a Agência Internacional de Energia (AIE) informar a liberação de até 400 milhões de barris de reservas emergenciais entre países membros da entidade.
Desde o início do conflito, os preços subiram cerca de 40%. O impacto da guerra atinge, inclusive, os consumidores norte-americanos. O preço médio da gasolina nos postos alcançou US$ 3,72 por galão, segundo a associação automobilística AAA, um aumento de 25% desde o início do conclave. O diesel escalou e atingiu US$ 4,99 por galão.
Especialistas ouvidos por Opera Mundi afirmam que a tendência é de alta nos combustíveis até a resolução do conflito. No país, o governo Lula anunciou medidas fiscais, como a suspensão do PIS e Confins sobre o diesel, para conter o repasse dos preços.
Nesta manhã, os mercados globais registraram recuo do índice Nikkei 225, no Japão, enquanto os mercados da Coreia do Sul e de Hong Kong obtiveram altas. Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou cerca de 0,1%; e os futuros do S&P 500 apontaram leve alta.
























