Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou os países da Organização do Tratado Atlântico do Norte (OTAN) a ajudar na proteção do Estreito de Ormuz, alertando que se os países europeus não colaborarem, a entidade enfrentará um futuro “muito ruim”.

Em entrevista ao Financial Times, neste domingo (15/03), Trump disse ser “apropriado que pessoas beneficiadas pelo estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, e ameaçou: “se não houver resposta ou se for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da OTAN”. Ele também afirmou que “a China também deveria ajudar, porque obtém 90% de seu petróleo do estreito”.

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O preço do petróleo voltou a registrar nova alta, chegando a US$ 106 (cerca de R$ 557) por barril no domingo (15/03) e caindo para US$ 105 (cerca de R$ 552) no começo desta manhã (16/03). A alta decorre das instabilidades no fornecimento global da energia diante da retaliação iraniana às agressões de Washington e Tel Aviv.

Além dos bombardeiros iranianos contra as instalações energéticas dos países do Golfo, o ponto mais crítico para as interrupções reside no fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

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Trump já convocou China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros a entrarem no conflito. “Estou exigindo que esses países entrem e protejam seu próprio território porque é território deles”, afirmou a repórteres, a bordo do Air Force One, também no domingo. “É o lugar de onde eles tiram sua energia”, acrescentou.

Trump insta países da OTAN a proteger Estreito de Ormuz
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

Alta dos preços

O petróleo Brent, referência internacional, superou os US$ 106 por barril no domingo (15/03), após fechar a US$ 103,14 na sexta-feira (13/03), o maior nível desde agosto de 2022. Na última semana, o Brent acumulou alta superior a 11%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, permaneceu ligeiramente abaixo de US$ 100 por barril, após subir cerca de 9% neste período.

Em meio à crise, o Japão anunciou nesta segunda-feira (16/03) a liberação de petróleo de suas reservas estratégicas, pouco antes da a Agência Internacional de Energia (AIE) informar a liberação de até 400 milhões de barris de reservas emergenciais entre países membros da entidade.

Desde o início do conflito, os preços subiram cerca de 40%. O impacto da guerra atinge, inclusive, os consumidores norte-americanos. O preço médio da gasolina nos postos alcançou US$ 3,72 por galão, segundo a associação automobilística AAA, um aumento de 25% desde o início do conclave. O diesel escalou e atingiu US$ 4,99 por galão.

Especialistas ouvidos por Opera Mundi afirmam que a tendência é de alta nos combustíveis até a resolução do conflito. No país, o governo Lula anunciou medidas fiscais, como a suspensão do PIS e Confins sobre o diesel, para conter o repasse dos preços.

Nesta manhã, os mercados globais registraram recuo do índice Nikkei 225, no Japão, enquanto os mercados da Coreia do Sul e de Hong Kong  obtiveram altas. Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou cerca de 0,1%; e os futuros do S&P 500 apontaram leve alta.