Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quinta-feira (23/04) ter ordenado à Marinha norte-americana para que “atire e mate” contra qualquer embarcação “que esteja colocando minas nas águas do Estreito de Ormuz“, independente de seu porte. 

“Além disso, nossos ‘varredores de minas’ estão limpando o Estreito neste momento”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, acrescentando que as atividades militares na região serão intensificadas em “nível triplo”.

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No mês passado, o mandatário norte-americano também havia feito a mesma ameaça, destacando que seu Exército atacaria quaisquer embarcações que possivelmente estivessem instalando minas na rota marítima.

No dia anterior, o jornal The Washington Post, citando três funcionários do Departamento de Defesa sob anonimato, disse que a estimativa dos legisladores norte-americanos para limpar completamente as minas iranianas do Estreito de Ormuz é de seis meses – uma informação que alerta para possíveis consequências econômicas duradouras.

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A declaração de Trump acontece em um contexto em que o presidente tenta negociar como mover o tráfego marítimo pelo estreito e à medida que as pressões econômicas globais aumentam. Além disso, o assunto também levantado após o republicano destacar que não há “prazo” para encerrar a guerra contra o Irã, já que não há sinais de reinício das negociações de paz.

Trump ordena destruição de embarcações que instalem minas no Estreito de Ormuz
Wikimedia Commons/U.S. Navy

Na terça-feira (21/04), na véspera do fim do prazo do acordo temporário de cessar-fogo com o Irã, Trump ordenou uma prorrogação da medida, de forma unilateral, sem que Teerã haja solicitado isso. Em seu anúncio, também destacou a continuidade das Forças Armadas norte-americanas no bloqueio naval às embarcações do país persa. 

Para o governo iraniano, os Estados Unidos falham em cumprir compromissos e medidas que violam o direito internacional dificultam os processos de negociação. O bloqueio naval, por exemplo, é o principal obstáculo que impede a retomada das tratativas por parte de Teerã. 

“O fracasso em cumprir compromissos, bloqueios e ameaças são os principais obstáculos para negociações genuínas”, disse o presidente Masoud Pezeshkian, em comunicado, descrevendo a posição de Washington como “hipócrita”, uma vez que há lacunas entre suas reivindicações diplomáticas e suas ações militares na região.