Trump reitera que Irã não cobrará pedágio em Ormuz; navios voltam a cruzar estreito
Tráfego comercial é restabelecido sob coordenação da Organização Marítima Internacional; tripulantes que permaneceram durante meses na região são retirados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo iraniano informou oficialmente a Washington que não está cobrando qualquer tipo de taxa ou pedágio no Estreito de Ormuz. Os navios voltaram a atravessar a passagem marítima nesta quarta-feira (24/06).
Em publicação na rede Truth Social, o mandatário dos Estados Unidos disse que a continuidade das negociações entre os dois países dependerá da veracidade dessa informação. “Se esta informação for falsa, as negociações terminarão imediatamente!”, escreveu.
Ele acrescentou, em letras maiúsculas, que “nenhum pedágio, nenhum custo de seguro e nenhum outro tipo de taxa está sendo cobrado ou recebido pelo Irã em navios que navegam pelo Estreito de Ormuz”.
Durante a guerra, Teerã cogitou a criação de um novo regime marítimo prevendo a cobrança de pedágios das embarcações em trânsito. Nas últimas semanas, porém, Teerã passou a defender um modelo baseado em taxas de serviço relacionadas à segurança da navegação e à proteção ambiental.
Nesta terça-feira (23/06), Irã e Omã divulgaram uma declaração conjunta sobre a futura administração da passagem pelo Estreito, anunciando a criação de um grupo de trabalho destinado a estudar mecanismos de regulação e financiamento dos serviços prestados na região.
Embora Teerã tenha abandonado publicamente a proposta de pedágios, analistas ouvidos pela Al Jazeera observam que a iniciativa aponta para a construção de um novo marco regulatório para o Estreito de Ormuz, envolvendo os países que controlam suas margens.

Trump reitera que Irã não cobrará pedágio no Estreito de Ormuz; tráfego é restabelecido
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Tráfego comercial
A Organização Marítima Internacional (OMI), agência especializada da ONU para assuntos marítimos, iniciou nesta quarta-feira (24/06) uma ampla operação de coordenação destinada a restabelecer o tráfego comercial e retirar milhares de tripulantes que permaneceram presos por meses na região.
Em paralelo, o Centro de Segurança Marítima de Omã anunciou criação de um corredor temporário de trânsito para embarcações que navegam pela região. A iniciativa está sendo implementada em coordenação com a OMI e segue os princípios do direito internacional de livre navegação.
O governo omanense afirmou que as embarcações interessadas em utilizar o corredor deverão coordenar previamente suas operações com a OMI. A medida busca garantir a segurança dos navios e reduzir riscos em uma área que continua sob forte vigilância militar após meses de tensão.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, os navios já começaram a atravessar o estreito por meio do novo esquema de trânsito apoiado pela OMI. Um porta-voz da agência confirmou o início da operação. Dados de rastreamento marítimo apontam que pelo menos dois navios graneleiros e um cargueiro cruzaram a passagem nas últimas 12 horas.
Além da reativação do tráfego marítimo, a ONU também coordena uma operação humanitária para evacuar mais de 11 mil marinheiros que permaneceram retidos no Estreito de Ormuz após a suspensão das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.























