Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem discutindo reservadamente com assessores de alto escalão a possibilidade do fim da guerra contra o Irã. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo Wall Street Journal, ele afirma ser favorável à ideia.

Assessores do presidente norte-americano alertam que a escalada da guerra poderia prejudicar as perspectivas do Partido Republicano nas eleições legislativas programadas para novembro deste ano. O argumento, no entanto, não sensibiliza o mandatário dos Estados Unidos. Segundo as fontes do jornal, ele disse não considerar as consequências eleitorais ao tomar suas decisões sobre o conflito.

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Elas relataram que Trump tem dito a assessores que a ofensiva econômica contra o Irã acabará forçando o governo iraniano a desmontar seu programa nuclear e poderia até mesmo provocar o seu colapso. Nas redes sociais, o mandatário dos Estados Unidos chegou a afirmar que “gosta muito mais da nossa posição agora, com quase controle total do Estreito de Ormuz e a economia deles totalmente colapsando”.

Nesta quarta-feira (02/09), Washington pediu que embaixadas do mundo inteiro aumentem as ameaças contra empresas e governos para que eles suspendam suas relações comerciais com Teerã. Apesar disso, a possibilidade de novos ataques está aberta.

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No mês passado, destaca o WSJ, novas opções para uma eventual ampliação das operações foi a presentada. Entre elas consta a intensificação dos ataques aéreos e o envio de forças terrestres para tomar ilhas iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.

Trump volta a discutir possibilidade de fim da guerra contra Irã, afirma jornal
Molly Riley / White House

Outra possibilidade é um bombardeio contra a instalação fortificada Pickaxe Mountain, que Washington suspeita de que possa ser utilizada para atividades nucleares secretas do Irã. Segundo a reportagem, operações desse porte exigiriam recursos militares significativos.

Nesta quarta-feira (02/09), nas redes sociais, Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA permanecem preparadas para agir “a qualquer momento”. “Vemos tudo o que eles estão fazendo. Eles não podem ir ao banheiro sem a gente ver”, acrescentou.

50 mil militares

Em paralelo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que prometeu uma ofensiva rápida e decisiva seis meses atrás, agora avalia um aumento da permanência dos militares na região. Algumas unidades, como a 82ª Divisão Aerotransportada, podem permanecer mobilizadas na região até 2027, segundo o jornal.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 50 mil militares no Oriente Médio, além de 19 navios de guerra, unidades de defesa aérea, esquadrões de caças e paraquedistas. Segundo WSJ, a manutenção dessa estrutura por mais tempo vem gerando desgastes.

Os efetivos  das unidades responsáveis pelos sistemas utilizados para interceptar mísseis e drones iranianos deveriam permanecer por nove meses na região, mas o prazo de permanência já foi prolongado para 12 meses. As tripulações dos navios e paraquedistas também receberam ordens para permanecer na região por períodos superiores aos previstos.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que, além de afetar os militares e suas famílias, o prolongamento dessas missões gera um acúmulo na manutenção de equipamentos que poderá levar anos para ser solucionado.

 

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