Trump volta a dizer que guerra contra Irã vai acabar ‘bem em breve’
Presidente dos EUA alegou estar chegando a um acordo uma série vezes nos últimos dias, enquanto Teerã nega negociações diretas com Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (06/08) acreditar que a guerra contra o Irã vai terminar “bem em breve”. A declaração dada a repórteres não é a primeira da natureza, uma vez que o republicano veio ultimamente prometendo que um acordo estava muito perto de ser assinado com Teerã – este que, por sua vez, nega estar tendo negociações diretas com Washington.
“Estamos indo muito bem. Estou envolvido na negociação. Acho que estamos indo bem. Pode ser em breve […] acho que eles não aguentam muito mais”, alegou Trump no Salão Oval, acrescentando que o bloqueio naval seria mantido aos portos iranianos.
No último fim de semana, o republicano cancelou uma campanha massiva de ataques contra os centros de energia iranianos, alegando ter atendido ao apelo de países do Oriente Médio e que os mediadores lhe haviam garantido um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Depois, na segunda-feira (03/08), ele afirmou que um acordo poderia ser assinado na terça-feira (04/08). Na terça-feira, disse que um acordo poderia ser assinado no dia seguinte ou esta quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que a guerra contra o Irã vai terminar “bem em breve”
The White House
Atualmente, o Irã mantém negociações exclusivamente com Omã. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, os países estão próximos a um acordo que formalizaria uma rota pelo Estreito de Ormuz, aumentando o fluxo das embarcações comerciais que transitariam, de forma segura, por essa via navegável.
Baqaei afirmou que as negociações estavam “avançando” e que as duas partes haviam chegado a um entendimento sobre as coordenadas geográficas do corredor.
“Se certos terceiros não obstruírem o processo, os dois países também estão na fase final de revisão e de uma declaração conjunta que cobre os principais pontos do acordo”, afirmou.
O porta-voz rejeitou as alegações de que um acordo bilateral com Omã levaria automaticamente à reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que restrições à via navegável foram impostas devido a preocupações de segurança decorrentes da agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irã.
Segundo ele, um possível acordo com Omã, “não pode ser interpretado por si só como significando que o Estreito se tornou seguro para embarcações de passagem”, já que as principais fontes de insegurança continuam sendo os destacamentos navais dos Estados Unidos, seu bloqueio marítimo ilegal aos portos iranianos e outras medidas hostis contra o país.
(*) Com Tasnim























