Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, principal negociador das tratativas entre Washington e Teerã, declarou neste domingo (12/07) que não aceitará mais “acordos unilaterais”, ressaltando uma das disposições do memorando de entendimento (MOU) de Islamabad que reitera a autoridade iraniana sobre a gestão do Estreito de Ormuz.

Em publicação, Ghalibaf chegou a compartilhar um trecho do documento referente ao tráfego marítimo da via, apontando para a quinta cláusula: “Com a assinatura deste MOU, a República Islâmica do Irã fará os melhores preparativos para a passagem segura de embarcações comerciais sem custo por apenas 60 dias do Golfo Pérsico ao Mar de Omã e vice-versa”.

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Na legenda, o negociador emitiu um alerta aos Estados Unidos de que os acordos devem ser respeitados e não podem ser aplicados apenas contra um lado. “A era dos acordos unilaterais acabou. Dissemos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta”, disse.

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As declarações de Ghalibaf ocorrem em meio ao aumento das tensões militares na região após os Estados Unidos, em mais uma violação do MOU, retomarem os ataques ao sul do Irã. As mais recentes agressões norte-americanas se deram, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês), com o objetivo de reduzir a capacidade do país persa de controlar o Estreito de Ormuz. O país persa fechou temporariamente a via “até novo aviso” após os Estados Unidos, inicialmente, movimentarem ilegalmente embarcações ao sul da rota marítima e, posteriormente, atacarem bases costeiras iranianas.

Contra as ofensivas inimigas, as Forças Armadas iranianas lançaram operações coordenadas de mísseis retaliatórios e drones contra instalações militares dos Estados Unidos em toda a região do Oriente Médio, incluindo países como Omã, Jordânia, Bahrein e Kuwait.

Ainda neste domingo, as forças norte-americanas ignoraram o fechamento da rota marítima ao declarar que “o Irã não controla o estreito” e que a via está navegável. Já em entrevista no programa Meet the Press da emissora norte-americana NBC, o presidente Donald Trump também reiterou que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial.

(*) Com Tasnim