Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que o principal objetivo do governo de Donald Trump na guerra contra o Irã é “manter o petróleo e a gasolina baratos para os norte-americanos”. A afirmação feita em entrevista à emissora conservadora Fox News nesta sexta-feira (14/08) sinalizou que a prioridade da Casa Branca foi alterada, uma vez que o Estreito de Ormuz estava livre antes do conflito e apenas foi bloqueado por Teerã em retaliação ao ataque iniciado por Washington e Tel Aviv.

“E então, obviamente, o objetivo número dois é garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear”, disse Vance. “Tenho confiança de que estamos alcançando ambos os objetivos, mas é algo inerentemente imprevisível, porque os próprios iranianos são imprevisíveis”.

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Em 28 de fevereiro, Trump reivindicou os ataques contra o Irã sob a justificativa de que pretendia interromper o desenvolvimento do programa nuclear do país persa. Na época, afirmou que as operações norte-americanas tinham como ênfase “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”. “Eles nunca poderão ter uma arma nuclear”, declarou o republicano, por vídeo.

Em entrevista à Fox, o vice-presidente alegou que a guerra deverá terminar com o fortalecimento dos Estados Unidos.

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“O que posso dizer com confiança é que acho que isso termina com os Estados Unidos em uma posição mais forte, com o Irã sem arma nuclear, e com o Estreito de Ormuz retornando a um lugar onde os preços do petróleo e gás são estáveis para o povo norte-americano”, explicou Vance. “Às vezes focamos na parte energética porque queremos que os norte-americanos possam arcar com o preço do petróleo e gás. Às vezes estamos focados na natureza militar disso. Às vezes estamos focados no programa nuclear”.

As Forças armadas do Irã rechaçaram as recentes declarações de Donald Trump sobre um suposto “controle total” dos EUA sobre o Estreito de Ormuz
RS/via Fotos Publicas

Na avaliação de Vance ao veículo, atualmente o presidente norte-americano usufrui de “muitas ferramentas”, incluindo diplomáticas, militares e econômicas. No entanto, na quinta-feira (13/08), o jornal Washington Post voltou a publicar que os Estados Unidos enfrentam escassez de munições na guerra contra o Irã. De acordo com o veículo, que consultou três oficiais familiarizados com o assunto, o Exército norte-americano teria perdido “pelo menos 45 drones MQ-9 Reaper” durante suas agressões ao país persa, “ou cerca de 25% de sua frota”.

O Reaper, explica o periódico, é uma aeronave não tripulada usada para realizar vigilância e ataques direcionados, podendo custar até 50 milhões de dólares (aproximadamente R$ 260 milhões) dependendo do tipo de sensores e armas que carrega. Ou seja, “o custo potencial para os contribuintes das perdas recentes ultrapassa 1,3 bilhão de dólares somente para esse sistema de armas”.

O Washington Post destaca que as aeronaves têm sido bastante utilizadas ao redor do Estreito de Ormuz. No entanto, como voam lentamente e em baixas altitudes, tornam-se alvos relativamente fáceis para o exército iraniano e seus aliados regionais abaterem.

No primeiro mês da campanha no Irã, as forças norte-americanas dispararam mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk e mais de mil mísseis Patriot e Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), reduzindo drasticamente os estoques de ataque de longo alcance e os sistemas de defesa aérea, conforme informou o The Post.

“Essas escassez restringem as opções militares do presidente Donald Trump, já que as tensões com Teerã permanecem altas e forçaram os comandantes norte-americanos na região a mudarem táticas defensivas e a manter mísseis em reserva”, destacou o jornal.