Sexta-feira, 8 de maio de 2026
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O presidente da China, Xi Jinping, apresentou uma proposta de quatro pontos voltada à promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio, informou a agência estatal chinesa Xinhua nesta terça-feira (14/04).

O documento foi discutido durante um encontro sobre a situação do Golfo com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, realizado em Pequim.

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Segundo a proposta, o plano se baseia em quatro princípios centrais: o respeito à coexistência pacífica entre os países, a observância do direito internacional, o respeito à soberania nacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança.

Durante a reunião, Xi destacou especialmente a importância do respeito à soberania dos países da região. “A soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo no Oriente Médio devem ser sinceramente respeitadas”, afirmou.

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O presidente ressaltou ainda que a China terá um papel construtivo nas negociações de paz e que o plano também apoia a criação de uma estrutura de segurança comum e cooperativa na região.

O encontro ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, após as negociações do último fim de semana entre Washington e Teerã não terem resultado em um acordo para encerrar o conflito.

Presidente chinês Xi Jinping e Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, em Beijing
(Xinhua/Huang Jingwen)

Estreito de Ormuz

Nesta terça-feira (14), três navios petroleiros ligados ao Irã entraram no Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz. O Peace Gulf, com bandeira do Panamá, está a caminho do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, e, antes disso, dois petroleiros sancionados pelos EUA já haviam atravessado a passagem.

Como os três navios que transitaram pelo estreito não estavam se dirigindo a portos iranianos, eles não são afetados pelo bloqueio dos EUA. O petroleiro Handy Murlikishan está a caminho do Iraque e outro petroleiro sancionado, o Rich Starry, será o primeiro a atravessar o estreito e sair do Golfo desde o início do bloqueio, de acordo com dados da LSEG e da Kpler.

A China advertiu que adotará “contramedidas” se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementar as novas tarifas que ameaçou caso Pequim forneça ajuda militar ao Irã na guerra no Oriente Médio.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, disse que Washington “intensificou as operações militares e impôs um bloqueio seletivo, o que vai apenas exacerbar as tensões, enfraquecerá um acordo de cessar-fogo já frágil e comprometerá ainda mais a segurança da passagem no Estreito. É um comportamento perigoso e irresponsável”, afirmou.

(*) com Ansa