Sábado, 7 de março de 2026
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou nesta sexta-feira (13/10) como “inaceitável” o cerco à Faixa de Gaza por parte das tropas de Israel e comparou com a tática usada pelos nazistas contra a cidade soviética de Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial.

A declaração foi dada pelo líder russo durante uma entrevista coletiva em Bishkek, no Quirguistão, e divulgada pela agência Tass. 

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“Na minha opinião, isto é inaceitável”, declarou o mandatário, lembrando que mais de dois milhões de pessoas vivem no território e que “nem todos apoiam o Hamas”, grupo palestino responsável pelos ataques a Israel no último sábado (07/10). 

O cerco da cidade de Leningrado, mencionado por Putin, ocorreu em setembro de 1941 a janeiro de 1944, período em que foi privada pelos nazistas de ajuda humanitária, energia elétrica e água.

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O chamado “cerco total” de Israel à Faixa de Gaza, instituído nesta segunda-feira (09/10) pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, impede o acesso dos palestinos à água, alimentos e eletricidade. 

A decisão israelense tem causado grande crise humanitária em Gaza, em especial na área da saúde, em que os hospitais não conseguem manter os pacientes internados nos equipamentos de manutenção de vida pela falta de energia elétrica. 

Presidente da Rússia ainda defendeu que solução de conflito no Oriente Médio depende da criação do Estado Palestino com Jerusalém Oriental como capital

Wikicommons

Presidente da Rússia classificou nesta sexta-feira (13/10) como ‘inaceitável’ o cerco à Faixa de Gaza

Palestina independente como solução

O presidente russo também falou sobre a disposição da Rússia em mediar uma solução para o conflito entre Israel e Palestina, defendendo uma solução pacífica para a situação, uma vez que “simplesmente não há outra alternativa”. 

“O mais importante é que as vítimas civis serão totalmente inaceitáveis. Há quase dois milhões de pessoas vivendo lá. O principal agora é parar o derramamento de sangue”, sublinhou Putin.

Ele acrescentou também que agora “são mais que desejados os esforços coletivos para um cessar-fogo rápido e estabilização da situação”.

A Rússia acredita que não há outra alternativa nesse conflito além de negociações, disse Putin, acrescentando que a resolução é possível apenas através do estabelecimento de uma Palestina independente com Jerusalém Oriental como sua capital.

Putin acrescentou ainda que considera a escalada dos conflitos no Oriente Médio como resultado da política fracassada dos Estados Unidos.

Segundo ele, os EUA bloquearam sob falsos pretextos o trabalho do “quarteto do Oriente Médio” – grupo formado pela ONU, União Europeia, Rússia e Estados Unidos pela paz na região – e tentaram monopolizar o processo da resolução palestino-israelense. 

O presidente russo ainda acusou Washington de não levar em consideração os interesses dos palestinos. 

Segundo Putin, “os norte-americanos, apoiados por seus aliados europeus, tentaram monopolizar a resolução no Oriente Médio, mas não estavam preocupados em encontrar compromissos aceitáveis para ambos os lados, e certamente nunca tiveram em consideração os interesses fundamentais do povo palestino”.

Apesar do posicionamento pró-palestino, o chefe de Estado da Rússia enfatizou que a escalada sem precedentes do conflito é “uma enorme tragédia para ambos os povos” e que seu país se prontifica a evacuar israelenses e palestinos “a qualquer momento”. 

(*) Com Ansa e Sputniknews