Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Bombardeios e operações terrestres israelenses contra a cidade de Nabi Chit, no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, mataram pelo menos 41 pessoas e deixaram outras 40 feridas, segundo o Ministério da Saúde Pública libanês, neste sábado (07/03).

Os bombardeios atingiram a região durante a noite desta sexta-feira (06/03) e foram acompanhados por uma incursão terrestres de tropas especiais israelenses, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).

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A agência libanesa informa que unidades de comando israelenses teriam se infiltrado “sob a cobertura da escuridão” na área de um cemitério familiar na parte oriental da cidade. “Após serem avistados por combatentes da resistência e moradores locais, confrontos armados se seguiram, com os comandos utilizando armas leves e médias”, relata.

De acordo com a agência estatal libanesa, aviões de guerra e helicópteros israelenses realizaram cerca de 40 incursões depois que as forças terrestres foram expostas. Entre os mortos estão três soldados do exército libanês e um membro da Direção Geral de Segurança do Líbano.

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O grupo armado Hezbollah confirmou que seus combatentes enfrentaram tropas israelenses após a infiltração de quatro helicópteros militares vindos da direção da Síria, afirmando que os confrontos se intensificaram quando as forças israelenses tentaram avançar após o desembarque na fronteira entre o Líbano e a Síria.

O Hezbollah retaliou Israel após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, no último sábado (28/02), juntando-se às forças iranianas na guerra perpetrada por Tel Aviv e os Estados Unidos.

Neste sábado (07/03), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, emitiu um comunicado dirigido ao presidente libanês, Joseph Aoun. “Se a escolha for entre proteger nossos civis e nossos soldados ou proteger o Estado do Líbano, escolheremos a proteção de nossos civis e soldados, e o governo libanês e o Líbano pagarão um preço muito alto”, declarou.

Desde o início da escalada militar no Líbano, iniciada na última segunda-feira (02/03), ao menos 217 pessoas morreram, 798 ficaram feridas e cerca de 95 mil foram obrigadas a se deslocar de suas residências enquanto bairros inteiros no sul de Beirute permanecem sob ataque.