Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Ataques israelenses deixaram oito pessoas feridas em Burj al-Shamali, no sul do Líbano, durante a madrugada desta quinta-feira (06/08), informou o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública.

Segundo o relatório, um drone israelense realizou três ataques ao Burj al-Shamali, seguido por um quarto ataque aéreo, realizado por aviões de guerra no mesmo local. Oito pessoas foram evacuadas para hospitais em Tiro para receber tratamento médico, incluindo crianças, de acordo com o jornal al-Araby.

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Além disso, uma onda de deslocamentos foi relatada, com aviões de guerra israelenses realizando ataques aéreos na área de al-Mansouri, em direção a Majdal Zoun, juntamente com bombardeios de artilharia e disparos de tanques em al-Mansouri, que duraram da noite até a manhã e estenderam-se às aldeias de Hadatha e Zawtar al-Sharqiya. A Agência de Notícias libanesa (NNA) também relatou disparos de metralhadora em Mazraat Byout El Saiyad.

Drones israelenses também foram vistos sobrevoando os subúrbios do sul de Beirute, capital do país, e a cidade de Tiro. No distrito de Tiro, a artilharia israelense está bombardeando o bairro oriental de Al-Mansouri com vários projéteis.

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A agência NNA também informou que as forças de ocupação israelenses realizaram patrulhas blindadas nas áreas de Wadi Saluki e Wadi al-Hujair, em meio a disparos de metralhadora em ambos os lados da estrada na região.

Intensos voos de drones inimigos israelenses sobre a área de Tiro
Foto: NNA

Crimes de Guerra: ataques de Israel no Líbano

A organização Human Rights Watch (HRW) afirmou que os ataques aéreos israelenses que mataram a jornalista libanesa Amal Khalil e feriram a cinegrafista Zainab Faraj no início deste ano foram “deliberados” e, portanto, constituem “crimes de guerra”.

Khalil, repórter do Al Akhbar, foi morta em 22 de abril na cidade de At-Tiri, no sul do Líbano, enquanto fazia reportagens sobre as hostilidades israelenses na região.

A HRW afirmou que as provas, incluindo um pedido da missão da ONU no Líbano e da Cruz Vermelha, demonstraram que as forças israelenses sabiam que os jornalistas estavam no prédio atacado por Israel.

O grupo de direitos humanos também revelou que Khalil provavelmente ainda estava viva quando as forças israelenses impediram as equipes de resgate de acessar o local onde os jornalistas estavam.

“As evidências são claras de que os militares israelenses sabiam, ou deveriam saber, que Faraj e Khalil eram civis, mas mesmo assim os atacaram e impediram que os paramédicos os resgatassem por horas”, disse Ramzi Kaiss, da HRW, em um comunicado.