Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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O Hezbollah classificou os ataques contínuos de Israel ao Líbano como uma violação do acordo EUA-Irã. Nesse sentido, a Resistência Islâmica anunciou que retaliou, nesta manhã de quinta-feira (09/04), um veículo Nemera na cidade de Taybeh com um míssil guiado e uma força israelense posicionada dentro de uma casa no Projeto Taybeh com um drone suicida, atingindo os alvos em cheio. Além disso, o grupo armado respondeu com o lançamento de foguetes no assentamento de Manara.

Novos ataques aéreos israelenses voltaram a atingir mais pessoas no sul do Líbano nesta quinta-feira (09/04), um dia depois de mais de 200 terem morrido. Israel lançou uma onda de ataques aéreos em diversas cidades, incluindo Kafra, Jmaijmeh, Safad al-Battikh, Majdal Selm e Deir Antar, perto da ponte de Qasmiyeh. Bombardeios de artilharia também danificaram a cidade de Haris.

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De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), uma ofensiva israelense na cidade de Abbassiyeh matou pelo menos sete pessoas e feriu várias outras. O veículo estatal informou que o número total de mortos deve aumentar. O bombardeio se intensifica em meio ao frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que, segundo Teerã, inclui o Líbano.

Enquanto, as equipes de defesa civil da Associação Islâmica de Escoteiros Risala, na Quarta Região, trabalham para remover cabos de alta tensão cortados por ataques aéreos na ponte costeira de Qasmiyeh, em um esforço para aliviar o fluxo de tráfego, reduzido a uma única faixa. Os aviões de guerra de Israel realizaram ataques aéreos contra Ghandourieh, Dhour al-Sarafand e uma casa em Chahabiyeh.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas foram mortas na quarta-feira (08/04) e mais de 1.000 ficaram feridas em ataques israelenses em todo o Líbano, incluindo a capital Beirute. Segundo o órgão, desde 2 de março as forças de Tel Aviv mataram pelo menos 1.739 pessoas e feriram 5.873.

Inclusive, o Exército libanês também afirma que quatro de seus soldados estavam entre as mais de 200 pessoas mortas em ataques israelenses na quarta-feira.

 

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Líbano fora do cessar-fogo

Enquanto o Hezbollah insistiu para que o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã incluísse a frente do Líbano, Washington apoiou abertamente a posição de Israel de que o território libanês está fora do âmbito do cessar-fogo.

“Se o Irã quiser deixar essa negociação fracassar… por causa do Líbano, que não tem nada a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que fazia parte do cessar-fogo, essa é, em última análise, uma escolha deles”, disse o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Entretanto, as autoridades iranianas reagiram, alertando que os contínuos ataques no Líbano comprometem as bases para as negociações. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as condições para as conversas já foram violadas, descrevendo novas negociações como “irrazoáveis”.

Ele citou os ataques israelenses em curso, uma suposta incursão de drones no espaço aéreo iraniano e a oposição dos EUA ao enriquecimento de urânio como violações importantes.

Como medida retaliatória aos bombardeios de Israel, o governo iraniano reconheceu na quarta-feira que sua marinha bloqueou a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.