Sábado, 4 de julho de 2026
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O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou neste sábado (27/06) o acordo-quadro firmado entre Líbano e Israel em Washington, acusando o governo libanês de legitimar a ocupação israelense no país.

O acordo estabelece ‘linhas amarelas’, referentes a zonas militarizadas, onde as forças israelenses continuarão exercendo seu controle, enquanto o grupo se mantiver ativo. Segundo Qassem, o entendimento representa uma renúncia à soberania nacional.

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Em pronunciamento, Qassem disse que, com o acordo, as autoridades libanesas estão legitimando a “ocupação israelense por muitos anos”, advertindo que isso “poderia até levar à anexação dessas terras pela entidade sionista”. “Dizemos às autoridades libanesas: é hora de vocês se retratarem dos pecados que estão destruindo o Líbano”, declaração.

O líder do Hezbollah classificou a tratativa de “humilhante e vergonhosa”, afirmando que ela “representa uma rendição da soberania”. Segundo ele, “o acordo é nulo e sem efeito e as disposições do Memorando de Entendimento Irã-Estados Unidos devem ser implementadas.”

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Qassem também rejeitou qualquer proposta que condicione a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah. “Vincular a retirada israelense ao desarmamento da resistência em todo o Líbano é uma proposta muito perigosa que ultrapassa todos os limites”, afirmou.


O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem.
Tasnim/Hamed Malekpour

Resistência continua

O secretário-geral do Hezbollah reiterou que o grupo manterá sua atuação militar. “Continuaremos como uma força de resistência no terreno para derrotar a ocupação”, declarou. E acrescentou: “não deixamos o campo nas circunstâncias mais difíceis e não o deixaremos [agora].”

Segundo ele, o Hezbollah permanece “pronto para cooperar e se unir em defesa da soberania do Líbano, da libertação de seu território e da expulsão do ocupante israelense”.

Qassem elogiou o papel do Irã na obtenção do cessar-fogo, classificando-o como “um presente de honra, dignidade e força”. O memorando de entendimento entre Teerã e Washington deu ao Líbano “uma carta poderosa” ao garantir “a integridade territorial e a soberania do Líbano”, afirmou.

Apesar da assinatura do acordo, os ataques israelenses não cessaram. Menos de 24 horas após o entendimento ser firmado em Washington, um drone atingiu a região de Nabatieh, no sul do Líbano. Segundo a agência estatal libanesa NNA, o ataque atingiu o cruzamento do parque de diversões Farah, em Nabatieh al-Fawqa.