Irã adverte que tropas israelenses serão alvejadas 'sem limites' se continuarem atacando civis no Líbano e Gaza
Guarda Revolucionária endurece tom no Líbano onde bombardeios israelenses já mataram mais de mil e deslocaram um milhão de pessoas
A Guarda Revolucionária do Irã alertou as forças armadas israelenses de que suas tropas ao longo da fronteira com o Líbano e na Faixa de Gaza serão alvejadas “sem qualquer limite” caso Israel ataque civis nos territórios palestinos e no Líbano. Segundo a Agência de Notícias da República Iraniana.
Mais de um milhão de libaneses no sul do território já foram deslocados à força pelas forças de ocupação. Neste cenário, a Força Aérea de Israel intensificou sua agressão no domingo (22/03) ao atingir a Ponte Qasmiya, no rio Litani, sul do Líbano. A ação ocorreu pouco depois que o ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz, declarar ter instruído o Exército, juntamente com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a destruir imediatamente todas as pontes que cruzam a rodovia costeira, sob alegação de supostas “atividades terroristas”.
Um ataque israelense a um prédio residencial em Bchamoun, na capital Beirute, matou pelo menos duas pessoas, segundo o Ministério da Saúde Pública do Líbano, enquanto o exército israelense prosseguia com seus ataques ao Líbano e emitiu uma nova ameaça de evacuação para Burj Shemali, no sul do país.
Ainda nesta terça-feira (24/03), um bombardeio a uma casa no campo de refugiados de Mieh Mieh, a leste de Sidon, matou três pessoas, enquanto outra investida entre Adloun e Abu al-Aswad deixou dois mortos e dois feridos. Um ataque com drone em Mahroneh matou uma pessoa, e outro atingiu uma motocicleta em Jouaiya, causando ferimentos.
Bombardeios de artilharia pesada atingiram Khiam, enquanto escaladas adicionais com drones atingiram Jebchit e Harouf.
Em outro incidente, de acordo com a NNA, Mahmoud Hamad, que ocupava um cargo de alto escalão no Instituto Técnico de Nabatieh, foi morto em um ataque a Kfartebnit. Ele foi lamentado pelas associações de professores.
O exército israelense bombardeia o Líbano com ataques aéreos e lançou uma ofensiva terrestre no sul do país desde o ataque transfronteiriço do Hezbollah em 2 de março, realizado em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O grupo armado não atacava Israel desde o cessar-fogo de novembro de 2024, apesar das violações quase diárias do acordo por parte de Tel Aviv.
Em comunicado separado divulgado na terça-feira, a Agência Nacional de Notícias do Líbano, estatal, informou que os ataques israelenses noturnos contra os subúrbios do sul de Beirute, onde o Hezbollah exerce influência, atingiram sete áreas.
As autoridades libanesas afirmam que pelo menos 1.039 pessoas foram mortas e 2.876 ficaram feridas nos ataques israelenses.
























