Irã celebra cessar-fogo no Líbano e cobra retirada completa de Israel do país
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirma que Teerã defendeu trégua simultânea desde o início das negociações
O Irã recebeu com entusiasmo o anúncio do cessar-fogo no Líbano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, afirmou nesta sexta-feira (17/04) que Teerã defendia uma trégua desde o início do diálogo com o objetivo de pôr fim às hostilidades.
“Desde o início das negociações com várias partes regionais e internacionais, incluindo as negociações em Islamabad, a República Islâmica do Irã tem enfatizado consistentemente a necessidade urgente de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano”, disse Baghaei.
“Após as negociações em Islamabad, o Irã buscou esse objetivo com a máxima seriedade”, comentou ele, expressando também sua profunda gratidão pelos esforços do Paquistão, especialmente nas últimas 24 horas, que se mostraram cruciais para alcançar o cessar-fogo de 10 dias.
Ele enfatizou que o cessar-fogo deve agora abrir caminho para uma verdadeira justiça e estabilidade duradoura, a retirada completa de Israel do sul do Líbano, a libertação imediata de todos os prisioneiros, o retorno seguro de todos os refugiados deslocados para suas casas e a reconstrução da infraestrutura devastada do Líbano com o apoio da comunidade internacional.
Após prestar uma homenagem emocionante à “perseverança lendária” do povo libanês e dos combatentes da resistência que se mantiveram firmes contra a agressão e a ocupação israelenses, o porta-voz ofereceu condolências às famílias dos “mártires da resistência libanesa”, reiterando a total solidariedade do Irã com o povo e o governo do Líbano.
Israel e Líbano concordaram com a cessação das hostilidades na quinta-feira (16/04) em Washington, D.C., após mais de seis semanas de confrontos em território libanês, anunciou o presidente dos EUA, Donald Trump.
No entanto, Beirute acusou Tel Aviv de violar o cessar-fogo em diversas ocasiões e pediu à população que não se aproximasse de áreas perigosas no sul do país.
























