Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu duramente às declarações do presidente libanês, Joseph Aoun, feitas nesta sexta-feira (05/06). Em entrevista à CNN, o mandatário do Líbano afirmou que Teerã utiliza o país como “moeda de troca” nas negociações com os Estados Unidos.

Segundo o presidente libanês, o envolvimento do Líbano no conflito teve início após ataques do Hezbollah contra cidades israelenses, em retaliação às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, e de altos comandantes militares iranianos.

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Aragchi rebateu as declarações nas redes sociais nesta sexta-feira (05/06). “Com base nos comentários do Sr. Aoun, alguém poderia pensar que foi o Irã que ocupou um quinto do Líbano, deslocou um quarto da população libanesa e bombardeia o país diariamente”.

“Se o Líbano fosse uma moeda de troca para o Irã, já teríamos chegado a um acordo há muito tempo“, acrescentou, referindo-se às negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos. Ele também convocou o líder libanês: “salve o Líbano de seu verdadeiro inimigo, Sr. Presidente”.

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Israel lançou novos ataques no sul do Líbano apesar do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Pelo menos 12 pessoas morreram nesta sexta-feira em bombardeios aéreos e ataques com drones contra áreas residenciais, edifícios e estradas, provocando destruição no bairro de Bab al-Thaniya e danos nas proximidades do Hospital Jebel Amel.

Os episódios integram uma escalada da ofensiva israelense em território libanês que, segundo autoridades locais, já deixou mais de 3.500 mortos desde março, além de milhares de feridos e cerca de 1,4 milhão de pessoas necessitando de assistência humanitária urgente.

* Com RT