Terça-feira, 7 de abril de 2026
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (31/03) que todas as casas em vilarejos libaneses próximos à fronteira com Israel serão demolidas, “como em Rafah e Beit Hanoun”, referindo-se a áreas na Faixa de Gaza onde as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram demolições ilegais em massa de casas.

Katz justificou a medida expansionista como forma de “eliminar permanentemente as ameaças nas proximidades da fronteira” aos residentes do norte israelense e acrescentou que os mais de 600 mil libaneses que foram evacuados forçadamente não poderão retornar ao sul do Líbano “até que a segurança dos residentes do norte seja garantida”.

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O ministro da Defesa afirmou que, após a operação das IDF no território libanês, as tropas israelenses continuarão estacionadas em uma “zona de segurança” dentro do Líbano.

Em contrapartida, diante desse cenário, o coronel Avichay Adraee, porta-voz das Forças de Defesa de Israel em árabe, emitiu um novo alerta aos moradores de Dahiyeh, um subúrbio de Beirute, capital do Líbano, pedindo que evacuem imediatamente vários bairros. Segundo a Agência Nacional de Notícias, aeronaves israelenses já lançaram um ataque aéreo contra os subúrbios do sul de Beirute nesta terça-feira.

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Rio Litani

A Força Aérea de Israel atingiu a Ponte Qasmiya, no rio Litani, sul do Líbano, neste domingo (22/03) pouco depois que o ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz, declarou ter instruído o Exército, juntamente com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a destruir imediatamente todas as pontes que cruzam a rodovia costeira, sob alegação de supostas “atividades terroristas”.

Na segunda-feira (24/03), o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, também declarou que Israel deveria avançar sua fronteira com o Líbano até o rio Litani. “O Litani deve ser nossa nova fronteira com o Estado do Líbano, assim como a ‘Linha Amarela’ em Gaza e a zona tampão e o pico do Hermon na Síria”, acrescentou.

Por sua vez, o presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os ataques como um “prelúdio para uma invasão terrestre” e rechaçou que a destruição da ponte foi “uma tentativa de romper a ligação geográfica entre a região sul de Litani e o resto do território libanês”.