Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O Exército de Israel realizou nesta quarta-feira (05/08)  uma série de ataques aéreos contra o sul do Líbano, alegando que a ofensiva foi uma resposta a uma “violação flagrante” do cessar-fogo por parte do Hezbollah. Segundo o Ministério da Saúde libanês, os bombardeios deixaram uma pessoa morta e outras onze feridas.

O ataque que gerou mais destruições ocorreu na cidade de Tebnine, onde um cemitério foi atingido. Em seguida, outro bombardeio foi registrado em al-Mansouri, obrigando moradores a deixarem suas casas.

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Vale ressaltar, que cerca  de meia hora antes da ofensiva, as Forças Armadas de Israel emitiram um alerta para que a população evacuasse a região, afirmando que a operação tinha como alvo estruturas utilizadas pelo Hezbollah.

A ação militar ocorreu poucas horas após uma explosão no sul do Líbano que matou dois soldados israelenses e deixou outros sete feridos. As autoridades israelenses ainda investigam a causa do incidente, mas afirmam que, nas últimas semanas, militares foram atingidos por minas terrestres e veículos carregados com explosivos atribuídos ao Hezbollah.

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Apesar do cessar-fogo firmado em junho, Israel mantém tropas em áreas do sul libanês que considera estratégicas para sua segurança e continua realizando operações militares na região. Esta foi a primeira vez desde o início da trégua que o governo israelense voltou a emitir uma ordem de evacuação para civis.

Além dos ataques aéreos, Israel prossegue com demolições de estruturas em áreas ocupadas. Na semana passada, uma grande explosão foi realizada nas proximidades do Castelo de Beaufort, perto de Nabatieh. Segundo o governo israelense, as ações têm como objetivo destruir infraestrutura do Hezbollah.

No entanto, organizações de direitos humanos afirmam  que o uso de explosivos em larga escala pode representar uma violação do direito internacional humanitário devido aos riscos para a população civil.

Negociações lentas

Enquanto os confrontos continuam, na cidade de Roma, na busca de um acordo mais duradouro em reuniões, representantes de Israel e do governo libanês retomaram nesta terça-feira (04/08).

O Líbano defende a retirada das tropas israelenses de seu território, enquanto Israel condiciona qualquer avanço ao desarmamento do Hezbollah.

As negociações possuem como resultado a  criação de três zonas-piloto sob controle do Exército libanês, que busca impedir o retorno de integrantes do Hezbollah e desmontar estruturas do grupo.

Apesar disso, o avanço das tratativas é considerado lento, e ainda não há previsão para uma retirada das forças israelenses das áreas ocupadas.

Em março deste ano foi iniciado a escalada mais recente do conflito, sendo marcada pelo lançamento de  foguetes contra Israel pelo Hezbollah. Desde então, os confrontos já deixaram milhares de mortos no Líbano e dezenas de vítimas em Israel, mantendo a fronteira entre os dois países como um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio.