Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Novos ataques israelenses atingiram o sul e o leste do Líbano na sexta-feira (04/09), deixando ao menos três pessoas mortas e 23 feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O episódio se soma a outros bombardeios de mesma ordem impostos pelo governo de Israel desde o cessar-fogo que passou a vigorar em junho, e ocorre em paralelo a uma tentativa de aproximação diplomática entre os países.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os ataques tiveram como alvos integrantes e estruturas do Hezbollah, conforme o Times of Israel. Segundo os militares israelenses, a operação foi uma resposta ao lançamento de um veículo aéreo não tripulado pelo grupo xiita em direção a tropas israelenses. O Hezbollah não apresentou, até o momento, uma declaração pública assumindo responsabilidade pelo ataque que desencadeou os bombardeios.

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A escalada ocorre em uma região que permanece sob forte presença militar israelense. Na quinta-feira (03/09), Israel afirmou ter retirado combatentes do Hezbollah de uma rede de túneis sob a colina de Ali al-Taher, uma posição estratégica no sul do Líbano. De acordo com a Reuters, a área tornou-se um dos principais pontos de tensão entre as forças israelenses e o Hezbollah mesmo após o cessar-fogo de junho.

A tensão aumenta em um momento delicado para a presença internacional no país. O mandato da força de paz da ONU no Líbano, a Unifil, deverá expirar no fim de 2026, e países europeus já discutem alternativas para manter uma presença militar internacional no sul libanês.

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Cessar-fogo sob pressão

O recrudescimento da violência israelense acontece justamente quando os dois países tentam avançar em medidas de construção de confiança mediadas pelos Estados Unidos. Nos últimos dias, Israel libertou cinco cidadãos libaneses detidos no sul do país. A operação foi realizada por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e integra negociações mais amplas entre os dois governos, informou a Reuters.

Desde o cessar-fogo de junho, ataques israelenses e ações do Hezbollah em resposta continuaram, embora em escala variável. Em agosto, ataques aéreos israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos 11 mortos, no episódio mais letal registrado desde o início da trégua, segundo a Associated Press.

O sul do Líbano tornou-se um dos pontos de convergência da atual crise regional, que envolve Israel, Hezbollah, Irã e Estados Unidos. Na quinta-feira, a Reuters informou que Teerã advertiu Washington de que responderia a uma eventual ofensiva israelense contra a região montanhosa ocupada pelo Hezbollah, sinalizando o risco de uma nova ampliação do conflito.

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