Israel intensifica ataques no sul do Líbano antes dos EUA supervisionarem retirada de tropas
Ataques aéreos e tiroteios são relatados em Tiro, Nabatieh e Khiam; Washington diz que enviará delegação a Beirute 'nos próximos dias' para monitorar 'implementação do terreno' libanês
As tropas israelenses lideradas pelo regime sionista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continuam atacando o sul do Líbano nesta sexta-feira (10/07), apesar do memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã em 26 de junho que prevê, entre as exigências consentidas por ambas as partes visando a paz regional, a retirada gradual do Exército de Tel Aviv do território libanês.
Os ataques aéreos, além de tiroteios e demolições, promovidos por Israel se intensificaram na noite de quinta-feira (09/07) e se estenderam até esta manhã em diversas localidades libanesas. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, o número atualizado de mortes decorrentes das agressões inimigas desde 2 de março chegou a 4.321, enquanto são registradas 12.204 pessoas feridas.
A emissora catari Al Jazeera informou que um drone israelense lançou uma granada perto da cidade de al-Mansouri, no distrito sul de Tiro. Já ao longo da noite anterior, as tropas israelenses abriram fogo em Biyyada, em direção à Buyout al-Sayyad, também em Tiro.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou que tanques e veículos militares israelenses avançaram suas posições em direção a Birket al-Hammam, em Khiam, enquanto as operações militares eram mantidas em curso ao redor da cidade. Ainda por terra, soldados israelenses incendiaram várias casas em Qantara, no distrito de Marjayoun.
Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, informou a agência libanesa, que um ataque de drone israelense atingiu uma caminhonete, que estava descarregando resíduos, nos arredores de Shukin e Kfar Dajjal, no distrito de Nabatieh. Duas pessoas ficaram feridas.

As tropas israelenses lideradas pelo regime sionista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continuam atacando o sul do Líbano nesta sexta-feira (10/07)
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Supervisão norte-americana
A Presidência libanesa de Joseph Aoun informou na quinta-feira, citando a representação norte-americana no país, que os Estados Unidos irão supervisionar a retirada das forças israelenses das chamadas “zonas piloto” no sul do Líbano, com a primeira força-tarefa a ser iniciada em poucos dias.
O embaixador de Washington no Líbano, Michel Issa, comunicou ao Executivo libanês que “uma delegação militar norte-americana chegará a Beirute nos próximos dias para determinar o mecanismo de implementação no terreno”. Por sua vez, Aoun exigiu novamente que a Casa Branca exerça “pressão sobre Israel para suspender as operações militares e cumprir as disposições do quadro”.
À AFP, uma fonte diplomática familiarizada com as tratativas informou que a expectativa é de que novas negociações entre Israel e Líbano aconteçam “na próxima semana”. Conforme o site Al Arabiya, Beirute exige que Tel Aviv se retire dessas zonas “piloto” antes de participar de uma nova rodada de conversações marcada para 15 e 16 de julho em Roma, na Itália.























