Israel mantém ataques no sul do Líbano após assinatura de acordo entre EUA e Irã
Drones israelenses atingiram cidades de Beit Yahoun, Zebdin e Kfar Tebnit matando ao menos três pessoas nesta quinta (18); políticos de Tel Aviv criticam tratado
Novos ataques israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos três mortos e vários feridos nesta quinta-feira (18/06). As agressões ocorreram em menos de 24 horas após a assinatura do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Embora a intensidade dos bombardeios tenha diminuído, os ataques israelenses com drones continuam no sul do país. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, um drone foi disparado sobre Beit Yahoun, na província de Nabatieh nesta quinta-feira (18/06).
Horas antes, duas pessoas morreram após outro drone atingir um veículo nas proximidades de Kfar Tebnit. O terceiro ataque ocorreu em Zebdin, levando à morte de uma pessoa.
O memorando de 14 pontos assinado nesta quarta-feira (17/06) pelos presidentes Masoud Pezeshkian e Donald Trump estabelece “a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”.

Israel mantém ataques no sul do Líbano apesar de acordo EUA-Irã
National News Agency of Lebanon
Ocupação
Israel, no entanto, sinaliza que não pretende modificar imediatamente sua postura militar. Em comunicado, as Forças Armadas israelenses divulgaram um mapa indicando as posições atuais de suas tropas no sul do Líbano, estendendo-se por aproximadamente 10 quilômetros em território libanês.
Segundo a nota, os soldados “estão posicionados na área de operação designada no sul do Líbano e continuarão a eliminar as ameaças”.
A agência Reuters informa que um alto funcionário israelense, descrito como próximo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que Tel Aviv conduz “negociações persistentes” com Washington sobre a permanência das tropas no sul do Líbano e não pretende alterar sua posição em relação à ocupação.
Críticas ao acordo
Políticos do país também criticaram o acordo. Segundo o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, as negociações deixaram Israel “em uma posição muito ruim”. “O objetivo estratégico de Israel era unicamente interromper o programa nuclear, e dentro dessa estrutura desperdiçamos oportunidades que não se repetirão por uma ou duas gerações”, afirmou.
Já o deputado Moshe Saada, integrante do partido Likud, do primeiro-ministro Netanyahu, defendeu que Netanyahu dê um “basta” ao presidente norte-americano Donald Trump. “O primeiro-ministro Netanyahu precisa dizer a Trump ‘basta’. Tenho a obrigação de defender os israelenses, e retirar-me do Líbano neste momento representa uma ameaça existencial para Israel”, afirmou.
Segundo ele, “o dever exige que ataquemos o Líbano em todos os lugares, 24 horas por dia, com força máxima e sem proporcionalidade.”
























