Libaneses protestam contra agressões de Israel
Manifestantes se reuniram em subúrbio ao sul de Beirute em ato no qual também expressaram apoio ao grupo Hezbollah e ao governo do Irã
Uma multidão se reuniu na noite desta quarta-feira (10/06), em Dahieh, subúrbio sul de Beirute, para homenagear os mártires da guerra e manifestar apoio ao Irã, que tem respondido aos ataques israelenses contra o Líbano, em defesa do país.
Entre os presentes, havia ainda grupos que cantavam e erguiam não só do Líbano e do Irã, como também em apoio à Palestina e ao Iêmen.
Para chegar em frente à ponte Hadi Nasrallah, onde foi montada uma estrutura de palco para receber os manifestantes, a reportagem de Opera Mundi percorreu ruas marcadas pela destruição, passando por diversos prédios residenciais bombardeados e áreas reduzidas a escombros.
O ato, convocado por diferentes movimentos populares e com forte presença de representantes do Hezbollah, reuniu centenas de pessoas que carregavam bandeiras e cartazes associados à resistência contra as agressões promovidas por Israel e Estados Unidos aos países da região.
Algumas mulheres seguravam fotos de familiares mortos durante a ofensiva israelense, além de retratos do atual Líder Supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, e de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, morto em meio aos ataques lançados em 28 de fevereiro pelas forças de Washington e de Tel Aviv.
“Estou comemorando pelo Sayyed Hassan, pelo povo e por todos nós. Junto com as demais pessoas aqui, desejo que Israel desapareça e que o povo possa voltar à sua terra”, declarou a Opera Mundi uma moradora do bairro que estava acompanhada da neta, uma criança que também carregava um cartaz com a foto do ex-líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, morto em um ataque israelense na mesma região, em setembro de 2024.

Libanesa fez homenagem a líder do Hezbollah falecido em ataque lançado por Israel
Stefani Costa / Opera Mundi
O comício evidenciou o alinhamento do Hezbollah com o Irã diante do conflito regional, reforçando o que seus participantes definem como “a luta contra Israel”.
Além dos apoiadores e simpatizantes, que entoavam palavras de ordem e canções da resistência libanesa, o evento contou com a presença de líderes políticos e religiosos, além de um desfile acompanhado por uma orquestra sinfônica.
Teerã sustenta que qualquer solução para encerrar o conflito no Oriente Médio deve incluir o Líbano em um eventual cessar-fogo. No domingo, o Irã lançou mísseis contra Israel em resposta ao bombardeio israelense nos subúrbios do sul de Beirute, que matou ao menos 14 pessoas e deixou mais de 30 feridos.

Manifestante libanesa exibe bandeira e cartaz dizendo ‘ajoelhamos o inimigo’
Stefani Costa / Opera Mundi
O governo iraniano também advertiu que retomará os ataques caso Israel continue bombardeando o território libanês, especialmente o sul do país.
Nesta quinta-feira (11/06), o Ministério da Saúde do Líbano divulgou um balanço das vítimas desde a escalada do conflito, iniciada em 2 de março.
Até o momento, foram registrados 3.711 mortos e 11.483 feridos, entre eles mulheres, crianças, jornalistas e profissionais de saúde.
























