Sábado, 4 de julho de 2026
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A sociedade civil libanesa organizou uma série de manifestações nesta sexta-feira (26/06) rejeitando o chamado “acordo-quadro” assinado entre os governos do Líbano e de Israel.

Os protestos surgiram após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciar o tratado tripartite que busca estabelecer uma base para a paz e a segurança entre o Líbano, Israel e os Estados Unidos.

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O anúncio gerou descontentamento generalizado e levou a mobilizações em várias partes do país, incluindo Al-Bayda, as proximidades da sede do governo em Beirute, a área de Msharafiyeh e vários subúrbios do sul da capital.

Foram relatados bloqueios de estradas, queima de pneus e manifestações em ruas e praças nessas regiões. Os manifestantes exigem a anulação imediata do tratado, argumentando que ele representa uma ameaça à soberania nacional.

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Organizações da sociedade civil expressaram a recusa em manter qualquer vínculo com o governo israelense, que consideram responsável por mortes e destruição em Beirute durante conflitos anteriores.

Líbano: população vai às ruas para rejeitar acordo com Israel
Reprodução vídeo redes sociais/ @ShaykhSulaiman / X

Israel

O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou que o acordo marca o início de um processo construído “sobre os sacrifícios do povo libanês”, permitindo “seu retorno a terras totalmente libertadas”.

O enviado israelense em Washington, Yechiel Leiter, declarou que com este acordo “o Irã está fora, o Hezbollah está fora e o caminho para a paz entre Israel e o Líbano está aberto”.

Em Tel Aviv, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a pressão exercida sobre o Irã e o Hezbollah representou um duro golpe para Teerã. Ele acrescentou que o acordo impediria o retorno de combatentes do Hezbollah e de residentes libaneses à zona de segurança sob ocupação israelense.