Manifestação em Beirute reforça apoio ao Hezbollah e rejeita acordo com Israel
Ato denuncia mortes de civis e rejeita diálogo do governo libanês com Israel enquanto guerra se intensifica
Milhares de pessoas saíram às ruas de Beirute neste sábado (11/04), em frente à sede do governo, para protestar contra as negociações do Líbano com Israel. Opera Mundi esteve presente na manifestação apoiada pelo Hezbollah em parceria com o partido Amal, legenda do presidente do Parlamento Nabih Berri.
Os manifestantes agitavam bandeiras dos partidos, gritavam “morte a Israel” e erguiam cartazes condenando o massacre de quarta-feira (08/04) que matou mais de 250 pessoas em 100 ataques simultâneos em todo o território libanês que duraram 10 minutos. Além disso, diversas demonstrações de apoio ao Irã, que enviou representantes ao longo de toda a marcha, foram registradas.
Em comunicado, o Hezbollah declarou que rejeita qualquer negociação direta entre Israel e Líbano, principalmente porque os ataques continuam. Segundo o Ministério da Saúde, neste sábado, 18 pessoas foram mortas em ataques aéreos no sul do país, incluindo três paramédicos.
Hassan Fadlallah, deputado do partido, afirmou durante o ato que tentar negociar com Israel nos termos atuais é uma “violação flagrante do pacto nacional, da Constituição e das leis”. Ele recordou que os dois países estão em guerra há várias décadas e não mantêm relações diplomáticas.
Com um grande quadro de Hassan Nasrallah nas mãos, uma senhora se aproximou da reportagem de Opera Mundi para reafirmar seu apoio ao Hezbollah e aos mártires da organização. Ela afirmou que essa é a maior prova de que o povo libanês continuará resistindo contra a ocupação israelense. “A resistência sempre nos defendeu. É por isso que estou aqui hoje”.

Manifestantes foram às ruas em defesa da resistência libanesa
Enquanto a multidão caminhava, famílias inteiras expressavam indignação pela violência dos ataques israelenses contra mulheres, crianças e profissionais de saúde. Eles também cobraram uma postura mais firme do primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmando que ignorar o papel da resistência e do Hezbollah é colocar a segurança do Líbano em risco.
Fadi, um libanês que já viveu no Brasil, disse à reportagem que participava da manifestação em apoio à população, que sofre há anos com a guerra e crise econômica. “Estamos aqui para apoiar o nosso povo. Não somos milícias, não estamos recebendo armas. Eu sobrevivi a um genocídio na minha cidade. Precisamos estar unidos para que ninguém roube nossas terras”, afirmou.























