Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A emissora estatal israelense Kan citou o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita, e ele disse nesta sexta-feira (15/05): “Queremos assentamentos no Líbano e não devemos ter medo de pressão”. A declaração surgiu durante um discurso na Yeshiva Merkaz HaRav, ao lado do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

“Temos mais planos para incentivar a migração de Gaza, incentivar a migração da Judeia e Samaria (a Cisjordânia ocupada) e o assentamento no Líbano, e não temeremos eliminar todos aqueles que se levantarem para nos matar”, disse Ben-Gvir.

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O ministro da Segurança Nacional é um dos principais defensores de longa data do chamado “Grande Israel”. Em agosto de 2025, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, endossou em público a visão do projeto sonhado por anos pela extrema direita do país para ampliar as fronteiras israelenses sobre a Palestina e pedaços dos territórios dos vizinhos Síria, Jordânia e Líbano.

Os assentamentos de Israel na Palestina e Cisjordânia já são classificados como ilegais. Em 5 de dezembro de 2025, a Assembleia da ONU condenou a expansão territorial, incluindo Al-Quds (Jerusalém) e as Colinas de Golã ocupadas, obteve o apoio de 146 Estados, 13 votaram contra e outros 17 se abstiveram.

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A despeito da condenação internacional, a ofensiva de Tel Aviv no território libanês continua. Aviões de guerra israelenses realizaram ataques aéreos em Tire, Bint Jbeil e Nabatieh, e bombardeios de artilharia atingiram diversas aldeias no sul do Líbano, como Mayfadoun e Zawtar al-Sharqiyeh.

Em atualização do quadro de vítimas, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública do Líbano emitiu um comunicado nesta sexta-feira, indicando que o número total acumulado de vítimas da agressão israelense, de 2 de março a 15 de maio, chegou a 2.951 mortos e 8.988 feridos.

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