Netanyahu diz que Israel vai iniciar negociações com Líbano após pedido de Trump
Premiê israelense afirmou que 'em breve' deve abrir conversar depois de maior onda de bombardeios contra território libanês, que matou mais de 250 pessoas
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu informou nesta quinta-feira (09/04) ter dado instruções para iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”, após o que, segundo ele, foram ‘repetidos apelos de Beirute para a abertura das negociações’.
Entretanto, em um telefonema na quarta-feira (08/04), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao premiê israelense que “limitasse” os ataques ao Líbano que Israel lançou após o anúncio do cessar-fogo entre Washington e o Irã, de acordo com um alto funcionário do governo norte-americano citado pela NBC News nesta quinta-feira (09/04).
Durante a conversa com líder da Casa Branca — que ocorreu depois de Netanyahu prometer, em um discurso, continuar “atacando com força” o grupo de resistência Hezbollah — o primeiro-ministro israelense concordou em ser um “parceiro útil”, disse o funcionário.
Diante desse cenário de divergências e da comoção internacional de lideranças, uma proposta de cessar-fogo com Israel e o início de negociações diretas foram iniciadas e, até o momento, receberam uma “resposta positiva”, afirmou o presidente libanês, Joseph Aoun. “A única solução para a situação atual no Líbano é alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Líbano”, disse.
Os Estados Unidos e Israel insistem que o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano, enquanto o Irã e o Paquistão, que mediaram as negociações, sustentam o contrário. Teerã alertou que, se os bombardeios continuarem, “as negociações serão inúteis”.
Bombardeio israelense no Líbano
No entanto, apesar das negociações e das divergências, Tel Aviv continua sua ofensiva genocida no território libanês. O porta-voz do Exército israelense emitiu um novo alerta nesta quinta-feira aos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, instando-os a evacuar, particularmente aqueles que vivem nos bairros de Haret Hreik, Ghobeiry, Laylaki, Hadath, Bourj Al-Barajneh, Tahwita Al-Ghadir e Chiyah.
Na quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel lançaram sua maior ofensiva coordenada no Líbano desde o início da Operação Leão Rugidor. Segundo o Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas foram mortas e mais de 1.000 ficaram feridas.
O Irã afirmou que os ataques, que mataram centenas de pessoas, foram uma “grave violação” do acordo e alertou para “fortes respostas”. Os Estados Unidos e Israel insistiram que o Líbano não estava incluído no cessar-fogo, embora o Paquistão, mediador do acordo, afirme o contrário.
O número de mortos no Líbano desde que Israel retomou os ataques generalizados contra o país chega agora a 1.497, segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre os mortos, estão pelo menos 130 crianças.
Pelo menos 4.639 pessoas também ficaram feridas. Mais de um milhão de pessoas foram registradas como deslocadas desde o início da guerra.























