Sexta-feira, 10 de abril de 2026
APOIE
Menu

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu informou nesta quinta-feira (09/04) ter dado instruções para iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”, após o que, segundo ele, foram ‘repetidos apelos de Beirute para a abertura das negociações’.

Entretanto, em um telefonema na quarta-feira (08/04), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao premiê israelense que “limitasse” os ataques ao Líbano que Israel lançou após o anúncio do cessar-fogo entre Washington e o Irã, de acordo com um alto funcionário do governo norte-americano citado pela NBC News nesta quinta-feira (09/04).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Durante a conversa com líder da Casa Branca — que ocorreu depois de Netanyahu prometer, em um discurso, continuar “atacando com força” o grupo de resistência Hezbollah — o primeiro-ministro israelense concordou em ser um “parceiro útil”, disse o funcionário.

Diante desse cenário de divergências e da comoção internacional de lideranças, uma proposta de cessar-fogo com Israel e o início de negociações diretas foram iniciadas e, até o momento, receberam uma “resposta positiva”, afirmou o presidente libanês, Joseph Aoun. “A única solução para a situação atual no Líbano é alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Líbano”, disse.

Mais lidas

Os Estados Unidos e Israel insistem que o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano, enquanto o Irã e o Paquistão, que mediaram as negociações, sustentam o contrário. Teerã alertou que, se os bombardeios continuarem, “as negociações serão inúteis”.

Bombardeio israelense no Líbano

No entanto, apesar das negociações e das divergências, Tel Aviv continua sua ofensiva genocida no território libanês. O porta-voz do Exército israelense emitiu um novo alerta nesta quinta-feira aos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, instando-os a evacuar, particularmente aqueles que vivem nos bairros de Haret Hreik, Ghobeiry, Laylaki, Hadath, Bourj Al-Barajneh, Tahwita Al-Ghadir e Chiyah.

Na quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel lançaram sua maior ofensiva coordenada no Líbano desde o início da Operação Leão Rugidor. Segundo o Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas foram mortas e mais de 1.000 ficaram feridas.

O Irã afirmou que os ataques, que mataram centenas de pessoas, foram uma “grave violação” do acordo e alertou para “fortes respostas”. Os Estados Unidos e Israel insistiram que o Líbano não estava incluído no cessar-fogo, embora o Paquistão, mediador do acordo, afirme o contrário.

O número de mortos no Líbano desde que Israel retomou os ataques generalizados contra o país chega agora a 1.497, segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre os mortos, estão pelo menos 130 crianças.

Pelo menos 4.639 pessoas também ficaram feridas. Mais de um milhão de pessoas foram registradas como deslocadas desde o início da guerra.