Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta segunda-feira (01/06) a escalada dos ataques nos subúrbios ao sul de Beirute, provocando um deslocamento em massa de civis na capital libanesa. A medida ocorre apesar do cessar-fogo anunciado em 17 de abril, pelos Estados Unidos.

“Ordenei às Forças de Defesa de Israel, em conjunto com o ministro da Defesa, Israel Katz, que realizassem ataques contra alvos terroristas no bairro de Dahieh, em Beirute”, declarou Netanyahu, em comunicado. Segundo ele, os ataques são uma resposta às “reiteradas violações do cessar-fogo no Líbano”, além de ações contra cidades e cidadãos israelenses realizadas pelo Hezbollah.

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Minutos após o anúncio, a população libanesa começou a deixar suas residências nos bairros atingidos, provocando intensos congestionamentos nas estradas que saem da capital.

Desde o início da ofensiva israelense no Líbano, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas no sul do país e no Vale do Bekaa, em razão dos bombardeios e das sucessivas ordens de evacuação.

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Escalada

Nesta segunda-feira (01/06), o Hezbollah afirmou ter realizado um ataque com mísseis contra infraestrutura militar no norte de Israel. Os ataques miraram as infraestruturas do Exército israelense na cidade de Tiberíades, “em defesa do Líbano e em resposta à violação do cessar-fogo por Israel”, afirma o grupo, em comunicado.

O Hezbollah também mantém operações contra tropas israelenses posicionadas no sul do país e lançou foguetes em direção ao norte de Israel. O movimento de resistência também anunciou operações contra soldados israelenses posicionados próximos ao Castelo de Beaufort, tomado pelas forças de Israel neste domingo (31/05). A fortaleza medieval localiza-se em uma posição estratégica no sul do país.

Netanyahu escala ofensiva militar no sul de Beirute
National News Agency of Lebanon

Outras cidades atingidas

Além dos subúrbios de Beirute, ataques israelenses atingiram diversos municípios do sul do Líbano, entre eles Zefta, Marwaniyeh, Majdal Zoun, Kfar Tebnit e Arab Salim. As localidades estão concentradas principalmente nas regiões de Nabatieh e Tiro, áreas próximas à fronteira com Israel.

No último sábado (30/06), em discurso televisionado, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de implementar uma política de “destruição total de cidades e vilas”.

“Israel não está apenas visando locais específicos, mas sim implementando uma política de destruição generalizada de cidades e vilas, bem como de todos os meios de subsistência ali encontrados, ao mesmo tempo que promove o deslocamento massivo da população, o que equivale a uma punição coletiva infligida à nossa população pacífica”, afirmou.

A ofensiva israelense também provocou reações internacionais. O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a ampliação das operações militares e declarou que “nada justifica a grande escalada em curso no sul do Líbano”. França, Reino Unido e Alemanha pediram respeito ao cessar-fogo e defenderam uma solução diplomática para o conflito.

O ministro francês das Relações Exteriores solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira, para discutir o agravamento da situação.