Netanyahu ordena cessar-fogo no Líbano após Irã fechar Estreito de Ormuz, diz jornal
Segundo Canal 12, premiê israelense instruiu operação 'de forma defensiva', e que tropas permanecerão no sul libanês 'pelo tempo que for necessário'
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz orientaram as Forças de Defesa de Israel (IDF) a cessar fogo no Líbano, neste sábado (20/06), de acordo com o jornal israelense Canal 12. A movimentação do premiê de extrema-direita ocorre após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, alegando que Tel Aviv não está cumprindo o acordo de trégua, entre Teerã e Washington, que inclui a interrupção dos ataques israelenses no território libanês .
Os militares israelenses afirmaram que não realizariam “ataques proativos” e que operariam apenas “de forma defensiva dentro da zona de segurança”, uma faixa de território controlada por suas tropas no sul do Líbano, que se estende por cerca de dez quilômetros ao norte da fronteira israelense. Os militares disseram que se reservavam o direito de retaliar caso o Hezbollah desrespeitasse o cessar-fogo e atacasse tropas ou civis israelenses.
No entanto, o primeiro-ministro israelense enfatizou que as tropas de Israel permanecerão no sul do Líbano “pelo tempo que for necessário para defender sua fronteira norte”, de acordo com uma reportagem do Times of Israel.
Em declaração à imprensa feita por um alto funcionário do gabinete do premiê, Netanyahu teria instruído o exército israelense a “responder com força a qualquer ataque do Hezbollah e a agir para eliminar as ameaças contra nossas forças”.

Primeiro-ministro israelense de extrema-direita, Benjamin Netanyahu
Foto: @IsraeliPM / X
Israel bombardeia o sul libanês
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou neste sábado que o Estreito de Ormuz está fechado devido aos ataques de Israel no sul do Líbano, que mataram pelo menos 32 pessoas desde o amanhecer. Desde a meia-noite de sexta-feira (19/06), já foram registrados mais de 100 ataques aéreos israelenses no território libanês.
Dessa forma, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã declarou à emissora catari Al Jazeera que Teerã está “pronta para avançar” na diplomacia com Washington, mas os EUA precisam garantir que Israel cumpra os termos do acordo para pôr fim à guerra, sendo cessar as ofensivas no Líbano.
Em solidariedade ao Líbano, o Ministério das Relações Exteriores do Iêmen reafirmou a sua ativa solidariedade ao povo libanês diante dos bombardeios perpetrados pelo regime de ocupação israelense. A diplomacia iemenita enfatizou que a nação árabe não permanecerá passiva diante da campanha militar sionista, que desestabiliza a segurança regional no Oriente Médio.
Sanaã denunciou as incursões militares de Tel Aviv como violações do direito internacional e descumprimentos dos acordos de cessar-fogo em todas as frentes. Segunda a declaração do governo, as operações terrestres e aéreas das forças sionistas visam frustrar os esforços de paz promovidos pela comunidade internacional.
O governo iemenita, alinhado com a liderança de Sayyed Abdulmalik Badreddin al-Houthi, chefe do movimento Ansar Allah, reafirmou a prontidão de suas forças armadas para repelir a agressão coordenada entre os Estados Unidos e Israel. Sana’a advertiu que responderá militarmente caso o imperialismo tente isolar a Faixa de Gaza.
Diante das ofensivas de Tel Aviv, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública emitiu um comunicado neste sábado, anunciando que o número total de vítimas da agressão entre 2 de março e 20 de junho chegou a 4.057 mártires e 12.121 feridos.
























