Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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As forças armadas de Israel afirmam ter iniciado uma onda de ataques em todo o Líbano após o anúncio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que seu país intensificará os ataques contra o Hezbollah para “esmagar” o grupo armado.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter lançado ataques contra a Resistência Islâmica no Vale do Bekaa, na região leste do país, e em outras partes do território. Na manhã desta terça-feira (26/05), as IDF afirmaram ter “atacado mais de 100 instalações de infraestrutura do Hezbollah e terroristas”. Segundo relatos da mídia local libanesa, cerca de doze pessoas teriam sido mortas em um ataque à vila de Mashghara, no Vale do Bekaa.

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Os militares afirmaram que vários ataques foram realizados “em questão de segundos contra instalações do Hezbollah [em Mashghara] onde foram identificadas atividades terroristas”. Acrescentaram ainda que “os terroristas foram eliminados” durante o ataque.

Netanyahu anunciou a ordem em um vídeo divulgado no Telegram na noite de segunda-feira (25/05), durante o chamado Dia da Libertação, no qual o Líbano comemora a saída das tropas de Tel Aviv do sul do país após 18 anos de ocupação, em 2000.

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“Estamos em guerra com o Hezbollah e intensificaremos nossos ataques”, declarou. A ordem está em consonância com os apelos de parceiros da coalizão de extrema-direita por uma escalada da ação militar.

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NNA

Apesar do frágil cessar-fogo acordado entre Tel Aviv e Beirute, mediado por Washington no mês passado, que foi recentemente prorrogado, Netanyahu afirmou que as forças armadas de Israel não iriam “tirar o pé do acelerador. Pelo contrário, eu disse para pisar ainda mais fundo no acelerador.”

Em cumprimento à ordem, as Forças Armadas de Israel emitiram uma nova ordem de evacuação para a cidade de Nabatieh, no sul do país, devido a possíveis ataques. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que o anúncio também provocou um êxodo de pessoas dos subúrbios do sul de Beirute, um importante reduto do Hezbollah.

Além de Netanyahu, os ministros israelenses de extrema-direita, Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, também defendem a expansão da campanha militar, inclusive em Beirute, com o pretexto do projeto ‘Grande Israel’.

O Ministério da Saúde Pública do Líbano afirma que Israel matou em torno de 3.185 pessoas desde que entrou em estado de guerra aberta com o Hezbollah em 2 de março.

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