Países saúdam cessar-fogo no Líbano e defendem estabilidade no Oriente Médio
Paquistão, Síria, Omã e Arábia Saudita classificaram trégua de dez dias, iniciada nesta quinta (16), como 'avanço significativo' para paz na região
Autoridades do Paquistão, Arábia Saudita, Irã, Omã e Síria saudaram a trégua de dez dias no Líbano iniciada às 18h (horário de Brasília) nesta quinta-feira (16/04). O cessar-fogo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (15/04), após conversas com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.
O premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, postou uma mensagem na plataforma X, refirmando apoio “inabalável à soberania e integridade do Líbano” e saudando a trégua. Ele expressou expectativa de que a medida leve a uma paz duradoura e relatou que o acordo foi viabilizado por esforços diplomáticos “ousados” liderados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O governo da Síria também se manifestou. O Ministério das Relações Exteriores do país classificou a trégua como avanço significativo para evitar nova escalada no conflito, destacando seu apoio histórico à preservação da unidade, soberania e integridade territorial do Líbano, reforçando a necessidade de garantir a segurança da população libanesa.
Na mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita saudou o anúncio feito por Trump e reiterou o apoio ao Estado libanês, enfatizando a necessidade de “restrição de armas ao Estado e suas instituições legítimas”.
Já Omã manifestou apreço “pelos esforços realizados pelos Estados Unidos para alcançar esse entendimento”, além de destacar a importância de que todas as partes respeitem integralmente os termos do cessar-fogo e evitem violações da trégua.
O chefe da ONU, António Guterres, também saudou o cessar-fogo pedindo a “todos os atores” que o respeitem plenamente e que a trégua “abra caminho para negociações”.

Países saúdam trégua no Líbano e defendem estabilidade na região
X/@Lacroix_UN
‘Dedo no gatilho’
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, também comemorou a trégua. “Desde o início das negociações com várias partes regionais e internacionais, incluindo as negociações em Islamabad, a República Islâmica do Irã tem enfatizado consistentemente a necessidade urgente de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano”, afirmou.
Já o premiê israelense Benjamin Netanyahu Netanyahu chamou o cessar-fogo de oportunidade “histórica” para a paz, mas recusou-se a retirar suas tropas do sul do Líbano durante a pausa nas agressões. “Permaneceremos no Líbano, em uma zona de segurança ampliada. É onde estamos, e não vamos embora”, afirmou.
O grupo libanês Hezbollah também se manifestou, afirmando que seus combatentes permanecerão em estado de alerta máximo diante do cessar-fogo, advertindo que qualquer violação por parte de Israel poderá provocar resposta imediata. “Os mujahideen [combatentes] manterão as mãos no gatilho, prontos para se defender da traição e traição do inimigo.”
No Irã, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica também usou a metáfora “dedo no gatilho” reforçando sua prontidão para reagir a qualquer escalada envolvendo Estados Unidos e Israel. Em comunicado divulgado pela Tasnim, o IRGC afirmou que, “junto com o exército iraniano”, tem sua “mão no gatilho” pronta para responder de forma poderosa, devastadora e esmagadora a qualquer ato de agressão ou criminalidade por parte do inimigo sionista norte-americano e seus cúmplices”.
Esforços diplomáticos
Nesta quinta-feira (17/04), os ministros das Relações Exteriores da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita irão se reunir na província de Antália, no sul da Turquia, para discutir esforços diplomáticos na contenção da guerra.
“Espera-se que a reunião inclua discussões sobre o desenvolvimento de soluções regionais para questões regionais, particularmente a guerra EUA-Israel-Irã, dentro do âmbito de uma abordagem de propriedade regional”, afirmou uma fonte ouvida pela agência Reuters.























