Quinta-feira, 7 de maio de 2026
APOIE
Menu

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de perpetrar um “crime hediondo” ao atacar e matar trabalhadores de emergência da defesa civil, três dos quais estavam entre as cinco pessoas mortas em um duplo ataque israelense no sul do Líbano.

Dois ataques israelenses sucessivos contra um prédio na cidade de Majdal Zoun, na terça-feira (28/04), mataram cinco pessoas, incluindo três socorristas que foram ajudar os feridos no ataque inicial israelense ao prédio alvo, informou o Ministério da Saúde do país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Atacar elementos da Defesa Civil em Majdal Zoun e assassiná-los enquanto cumpriam seu dever humanitário constitui um novo e inédito crime de guerra perpetrado por Israel”, disse Salam, acrescentando que “isso representa uma violação flagrante dos princípios e normas do direito internacional humanitário”.

“O governo não poupará esforços para condenar este crime hediondo em fóruns internacionais e para mobilizar todos os esforços para obrigar Israel a cessar as suas contínuas violações do acordo de cessar-fogo”, afirmou.

Mais lidas

Um porta-voz da Defesa Civil Libanesa disse à agência de notícias Reuters que os três socorristas ficaram inicialmente presos sob os escombros pelo segundo ataque israelense e que, posteriormente, foi confirmado que morreram no ataque.

O exército libanês informou que dois de seus soldados também ficaram feridos no segundo ataque israelense, que teve como alvo suas forças, os socorristas e duas escavadeiras civis.

O Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública anunciou nesta quarta-feira (29/04) que um ataque aéreo israelense na noite de terça-feira, tendo como alvo Jibchit (distrito de Nabatieh), resultou em cinco mortes — incluindo um soldado e duas mulheres — e 21 feridos, entre eles quatro crianças e nove mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, a agressão israelense contra o Líbano deixou mais de 2.500 mortos e 7.750 feridos. Além disso, ao menos 100 membros da equipe do setor de saúde foram atacados deliberadamente.

Crime de guerra: ataques de Israel contra jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Libaneses, juntamente com representantes de vários meios de comunicação e da sociedade civil, realizou um protesto ainda na terça-feira em frente à sede da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (CESPAO) para denunciar a agressão israelense contra profissionais da imprensa.

Os ataques israelenses contra o Líbano resultaram na morte de 27 jornalistas e cinegrafistas, além de outros profissionais da mídia, e feriram pelo menos 30 membros desse setor vital. A associação equiparou esses atos a crimes de guerra, uma situação que reproduz o padrão da offensiva genocida de Israel em Gaza, onde 242 jornalistas foram mortos desde outubro de 2023.

Segundo um relatório da UNESCO referente ao período de 2022 a 2025, 186 jornalistas foram mortos enquanto cobriam guerras e zonas de conflito, um aumento de 67% em comparação com o período abrangido pelo relatório anterior (2018-2021). Só em 2025, 93 jornalistas foram mortos, 60 dos quais em zonas de conflito.