Quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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O presidente libanês Joseph Aoun está em Washington e deve se encontrar com seu homólogo Donald Trump nesta terça-feira (21/07) ao 12h pelo horário de Brasília. Aoun busca apoio dos Estados Unidos para a retirada israelense do sul do Líbano e suporte ao Exército libanês em seus esforços para assumir o controle de áreas dominadas pelo Hezbollah.

O encontro pode ocorrer após mais uma rodada de negociações mediadas pelos EUA entre autoridades libanesas e israelenses em Roma na semana passada, na qual os negociadores discutiram como implementar um acordo assinado pelas partes em 26 de junho.

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Esta será a primeira viagem a Washington de um chefe de Estado libanês desde que Michel Sleiman foi recebido por Barack Obama em 2009.

O secretário de Estado Marco Rubio, que se reuniu com Aoun no domingo (19/07), disse que Washington apoiaria a implementação integral do acordo, alertando que o Líbano “nunca estará completamente em paz” enquanto a questão do Hezbollah permanecer sem solução.

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“Como se substitui o Hezbollah? Derrotando-o e substituindo-o por um governo forte o suficiente para ser a única força armada no país”, disse Rubio após a reunião.

Além disso, autoridades governamentais também têm defendido investimentos na infraestrutura precária do país para fortalecer o Estado fragilizado, algo que Rubio corroborou. “Não se trata apenas de questões militares, trata-se de como podemos atrair mais investimentos americanos e internacionais para o Líbano”.

Zonas pilotos

O plano entre Beirute e Tel Aviv prevê a saída das forças israelenses de um pequeno número de áreas no sul do Líbano denominada “programa de zona piloto”. Nesse sentido, o Exército israelense afirmou na segunda-feira (20/07) que a retirada gradual planejada havia começado. O memorando também previa que as tropas libanesas confiscassem as armas do Hezbollah em partes do sul libanês.

Um alto funcionário da segurança libanesa disse à agência de notícias Reuters, nesta terça-feira, que tropas começaram a ser mobilizadas na cidade de Zawtar al-Gharbiyeh, no sul do país, após a retirada das forças israelenses da região.

O Hezbollah rejeitou as negociações diretas do Líbano com Israel e os esforços para desarmar o grupo, enquanto Israel insiste que não se retirará completamente a menos que a Resistência Islâmica seja desarmada e desmilitarizada.

No entanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam sua operação de ocupação no território. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que o Exército inimigo realizou uma demolição em massa na cidade de Mays al-Jabal. No distrito de Nabatieh, o exército israelense realizou um bombardeio em grande escala na cidade de Kfar Tebnit. Drones também foram vistos sobrevoando a capital, Beirute.

Desde o início da guerra de Israel no Líbano em 2 de março, ao menos 4.328 pessoas morreram e 12.230 ficaram feridas, segundo o comunicado do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública libanês.