Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que líderes de Israel e do Líbano devem conversar pela primeira vez em 34 anos nesta quinta-feira (16/04). A informação, postada em suas redes sociais, foi negada por uma fonte de Beirute à Agência France-Presse.

“Não temos conhecimento de nenhum contato planejado com o lado israelense e não fomos informados disso por canais oficiais”, afirmou.

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A reunião foi anunciada por Trump, sem maiores detalhes, nesta quarta-feira (15/04). “Tentando criar um pouco de espaço entre Israel e Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos. Isso vai acontecer amanhã. Ótimo!”, escreveu em sua Truth Social.

A ministra Galia Gamliel, do Gabinete de Segurança de Israel, confirmou o encontro à Rádio do Exército israelense, segundo o Times of Israel. Ela disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversaria com o presidente do Líbano, Joseph Aoun.

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Após tantos anos de total desconexão no diálogo entre os dois Estados, e espera-se que essa iniciativa, no fim, leve à prosperidade”, afirmou.

Desconhecimento

Representantes libaneses e israelenses se reuniram nesta terça‑feira (14/04) em Washington, sob mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para a primeira rodada de negociações diretas de paz entre os dois países.

Os veículos internacionais destacam nesta manhã (16/04) o desconhecimento do encontro pelas autoridades libanesas, que seria o primeiro após décadas. A correspondente da Al Jazeera em Beirute, Zeina Khodr, classificou as declarações de Trump como “controversas”.

“É realmente um tabu no Líbano que um líder libanês e um líder israelense conversem em um momento em que ambos os países ainda estão tecnicamente em guerra, em um momento em que Israel continua a atacar o país”, afirmou.

Trump anuncia primeiro encontro entre Israel e Líbano nesta quinta (16)
X/@Lacroix_UN

Em 2 de março, o grupo de resistência Hezbollah entrou na guerra dos EUA e de Israel conta o Irã,  em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Desde então, Tel Aviv intensificou sua ofensiva terrestre no sul do país.

Nesta quarta-feira (15/04), Netanyahu declarou ter ordenado a expansão da operação militar em direção ao leste. Mais de 2.000 pessoas foram mortas no Líbano e cerca de 1,2 milhão encontram-se deslocadas, segundo relatos locais.